Comércio de roupas usadas é comum em Amambai

16/08/2011 14h13 - Atualizado em 16/08/2011 14h13

Comércio de roupas usadas é comum em Amambai

Fernanda Moreira / Da Redação

 
Fotos: Moreira Produções Fotos: Moreira Produções

O comércio de roupas usadas é algo presente em Amambai, são diversos pontos de comércio espalhados pela cidade toda que trabalham com esse ramo. Apenas na Rua da República, próximo à Avenida Nicolau Otano, são mais de seis brechós próximos um do outro.

Segundo a proprietária de um dos comércios de roupas usadas, Fabiane B. Schindler, que trabalha há dois anos com esse tipo de negócio, o ramo é disputado, mas mesmo assim, bastante rentável. “Tem muita concorrência, mas acho que se a pessoa tem bastante mercadoria de qualidade, o brechó pode ser lucrativo sim, dá pra manter funcionária, pagar as contas e fazer compras, e no começo do mês que tem mais movimento” diz ela.

A compra das peças que são vendidas nos brechós é feita tanto por telefone quanto em pessoa. “Eu viajo pra São Paulo, trago as peças de lá, quando chega alguma coisa nova, fica harmonizada em Ponta Porã e depois nós compramos o fardo fechado, é uma desvantagem por não poder escolher exatamente o que se quer, mas quando vou comprar as roupas novas, aí eu mesma escolho” explica Fabiane, que também trabalha com roupas novas.

O principal comprador desse tipo de comércio de roupas é a população indígena. Eles aproveitam o fato das roupas serem mais baratas e ter bastante opção. "Eu compro roupa aqui porque é barato mesmo, e tem roupa pra toda a família", diz a indígena Aparecida Matos, que procurava roupas e calçados para os filhos.

 
Fotos: Moreira Produções Fotos: Moreira Produções

O mercado de roupas usadas é abrangente, tendo peças para todos os gostos e estilos, mas a demanda maior é por peças masculinas adultas e roupinhas de bebê e crianças, além de calçados. “O difícil aqui é achar roupas pra homem, principalmente calças jeans usadas, o pessoal não procura revender, e quando aparece alguma, às vezes está em mal estado de conservação. O que mais sai é roupa de homem e de criança, além de sapatos de criança”, diz Valdir Garbin que trabalha com brechó há três meses.

“Eu já tinha o local, então, não pago aluguel. E quem atende é a minha família, ou seja, nós não temos muita despesa, então pra nós é um comércio bastante lucrativo”, conta ele.

Valdir também compra roupas usadas de São Paulo, nos fardos fechados, mas também compra em Amambai mesmo e revende, como na maioria do comércio de roupa usada, os que mais consomem as mercadorias são indígenas e pessoas que trabalham em fazendas. “A maior parte da clientela é de indígenas, então eles recebem o pagamento e vem comprar roupas, e pessoal de fazenda também compra bastante roupa em brechó, sempre tem consumidor para esse negócio”, conclui ele.

 
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Para o casal Juliana da Cruz Escobar Barreto e Ailton Paiva Barreto, o comércio de roupas usadas é uma forma de alcançar o sonho de ter uma loja de roupas novas. “Começamos com o brechó há um mês, e temos a vontade de ter nossa loja de roupas novas, mas o investimento é alto. Melhor começar de baixo e ir com a certeza de que dará certo”, diz Ailton.

Eles concordam que o comércio de roupas usadas dá lucro para quem sabe investir na mercadoria. “Às vezes compramos por telefone, aí não vem só o que a gente pede, vem outras coisas também, mas quando a loja é bem abastecida, tem bons produtos, os clientes procuram e dá lucro sim”, completa Ailton.

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