Dia 7 de novembro, dia do radialista

07/11/2011 11h42 - Atualizado em 07/11/2011 11h42

Dia 7 de novembro, dia do radialista

 

Fernanda Moreira / Da Redação

 

A profissão de radialista, o comunicador do rádio, que leva notícias, música, informações e diversão para quase 100% das residências brasileiras têm seu dia celebrado nesta segunda-feira, 7 de novembro. A data foi instituída no ano de 2006, por força de decreto do então presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes de ser apenas uma pessoa responsável por falar no rádio, necessitando de ótima dicção, domínio da língua e simpatia, o radialista é um formador de opinião, um comunicador que precisa ter noção de sua responsabilidade ao expressar seu ponto de vista, ao ler uma matéria, enfim, ao entrar nas casas das pessoas pelas ondas de rádio buscando mais que simplesmente audiência.

Em Amambai

Em Amambai, são três emissoras de rádio, sendo duas particulares( Rádio Jornal de Amambai e Rádio Globo) e uma rádio comunitária (Rádio Nossa Senhora Auxiliadora). Além dessas, também as Rádios Nativa FM e a Rádio Xis, ambas on line, ou seja, apenas pela internet. Para a ex-radialista da Rádio Auxiliadora, Jaqueline Bordão, o trabalho desenvolvido na rádio comunitária é de suma importância para a população de Amambai.

“Nós fazemos um trabalho diferente, buscando passar algum beneficio para nossos ouvintes, não só músicas, não só matérias, mas também passar emoção através do microfone”, diz Jaqueline, que trabalha há dois anos como funcionária da emissora, mas que começou sua carreira como radialista. s A Rádio Auxiliadora possui, hoje, oito locutores voluntários e mais três assistentes que trabalham na administração. Os programas da emissora englobam diversos assuntos, principalmente relacionados à família, religião e política, sendo sua programação, uma das mais ouvidas de Amambai.

Já Rafael Pinheiro do Carmo é radialista há seis anos, tendo começado na área como operador de áudio e considera o pai, o também radialista, Juarez Pinheiro do Carmo, como exemplo a ser seguido. “O começo da profissão foi difícil, pois, ingressar nessa profissão não é fácil, ainda mais pela idade que eu tinha quando comecei, mas aprendi muito com meu pai. Quando morava em Umuarama, tive acesso a radio onde meu pai trabalhava e já tinha noção do que era a radiodifusão”, conta ele.

Para Rafael, o rádio é um veículo de informação, amizade e descontração. “Gosto de levar ao publico alvo, o que eles querem do rádio”. Como opção de rádio on line, a Nativa FM existe desde outubro de 2009, e, segundo Rafael, “A rádio on line não tem limites. As pessoas que acessam nossa página aprovam nossa programação, pois nos preocupamos muito com o que nosso internauta-ouvinte esta recebendo de nossa web Radio. Então fazemos rádio para todo o mundo, deixando claro que somos de Amambai”, diz ele.

 
Fonseca Júnior, radialista há 35 anos. Fonseca Júnior, radialista há 35 anos.

Segundo o radialista, para ser um bom locutor, primeiro precisa “Apaixonar-se por esse veículo, ser humilde, reconhecer que na profissão somos eternos aprendizes, a capacidade todos temos e ser diferente e criativo faz toda a diferença. Somos formadores de opinião, devemos ser imparciais, e todo radialista deve pensar no bem comum”, completa Rafael. A Rádio Nativa FM conta atualmente com quatro locutores.

Outro radialista que aposta na rádio on line é Fonseca Junior. Com 35 anos de radialismo, Fonseca já trabalhou em diversas emissoras de rádio em todo o Brasil, sendo que, em Amambai, trabalhou na Rádio Jornal durante 10 anos. Atualmente, Fonseca é assessor de imprensa da Câmara de Vereadores de Amambai e comanda a Rádio Xis, a primeira rádio on line do Mato Grosso do Sul.

“Eu tento fazer uma programação para as pessoas ouvirem em qualquer lugar, em qualquer horário, são músicas ambiente, nada de muita tecnologia, sem locutor, apenas música”, diz Fonseca.

A única crítica de Fonseca Junior ao radialismo de Amambai é a falta de profissionalismo das emissoras. “Acho que precisa de mais profissionalismo, locutores formados, não apenas uma boa voz, não apenas se focar em vender anúncios acho que precisamos de qualidade”, frisou ele.

“Eu comecei a trabalhar por vocação, quando não era nem preciso ter diploma, formação. Mas acredito que o melhor é valorizar o profissional que tenha formação, que esteja realmente preparado para assumir a responsabilidade de ser um comunicador. Eu prezo muito a profissão de jornalista de rádio, desde que seja feita com seriedade”, concluiu Fonseca.

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