19/04/2012 15h15 - Atualizado em 19/04/2012 15h15

O laço comprido em Amambai e Daniel Escobar: uma só história

 

Fonte: Da Redação

 
em 2011, durante o encontro estadual, ele foi homenageado. O ex-patrão do União Amambaiense, Ronan Silva, nominou a pista do clube como Pista Daniel Antunes Escobar. (Foto: Moreira Produções) em 2011, durante o encontro estadual, ele foi homenageado. O ex-patrão do União Amambaiense, Ronan Silva, nominou a pista do clube como Pista Daniel Antunes Escobar. (Foto: Moreira Produções)

“Me sinto realizado, minha vida é realizada, principalmente porque meus filhos estão juntos”. O depoimento é do amambaiense, pecuarista e laçador, Daniel Antunes Escobar, 73 anos.

Daniel é um dos precursores do laço comprido em Amambai e região. Há mais de 30 anos ele pratica o esporte. A história do Laço Comprido em Amambai faz parte da história do amambaiense Daniel Escobar. Não são duas histórias. É uma só.

O seu depoimento fala da sua relação com o laço comprido e com seus quatro filhos – Daniel Paulo, Paulo Sérgio, Evandro e Tuti, todos laçadores com ele nas competições. Daniel e sua esposa Ideê Nunes Escobar têm mais uma filha, Liege, que não é laçadora, mas deu a eles um neto laçador, o Daniel Túlio.

 
Quando Daniel Escobar começou a laçar, na década de 80, Amambai “era uma cidadezinha que tinha muita areia”. (Foto: Reprodução) Quando Daniel Escobar começou a laçar, na década de 80, Amambai “era uma cidadezinha que tinha muita areia”. (Foto: Reprodução)

Quando Daniel Escobar começou a laçar, na década de 80, Amambai “era uma cidadezinha que tinha muita areia”. “Passávamos à noite e trombávamos nas leiteiras”, conta. Isso não foi impedimento para sonhar. Sonharam grande.

As laçadas iniciaram na Parada do Bila, onde hoje está a Capela de São Cristóvão, na MS 156, no quilômetro 15 da rodovia. Este foi o local da primeira pista de laço de Amambai.

Escobar conta que tinha um laçador que laçava por Ponta Porã; depois vieram trabalhar em fazendas de Amambai dois peões que sabiam laçar. A partir daí, o esporte contagiou os cidadãos da região. “Éramos em uns 25 laçadores, ninguém sabia laçar direito, as laçadas aconteciam junto com as festas da igreja”, relembra ele.

Depois começaram a laçar pelo Clube de laço Sentinela de Amambai, criado pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG).

Em 1989, Daniel e outras 30 pessoas resolveram fundar o Clube de Laço União Amambaiense. Parte da área onde está instalado hoje o clube foi doada por Daniel e pelo ex-deputado federal Dilso Sperafico. Outra parte foi adquirida através dos sócios fundadores. Daniel foi o primeiro patrão do União Amambaiense.

 
Daniel e seus filhos laçam por todo Mato Grosso do Sul e nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Eles também já participaram de eventos no Paraguai.(Foto: Reprodução) Daniel e seus filhos laçam por todo Mato Grosso do Sul e nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Eles também já participaram de eventos no Paraguai.(Foto: Reprodução)

De lá para cá já se vão 23 anos. Neste ano, o clube está realizando sua 22ª festa. Daniel e Ideê contam (sim, ela também faz parte da história do laço, pois sempre acompanhou a família nas competições) que quando fundaram o clube não tinha nada, “só a terra crua”. “De acordo com o patrão que assumia, ele ía fazendo investimentos”. Hoje as instalações do Clube de laço União Amambai são umas das melhores do Estado.

Ele brinca relembrando toda a história: “Pode colocar aí, Daniel é o culpado pelo União Amambaiense”. Uma culpa dessa a cidade se orgulha e carrega para a vida toda. Ano passado, em 2011, durante o encontro estadual, ele foi homenageado. O ex-patrão do União Amambaiense, Ronan Silva, nominou a pista do clube como Pista Daniel Antunes Escobar.

 
De todos os troféus, títulos e premiações que eles receberam – são mais de 300 – o que ele considera mais representativo é o de Campeão Sul-mato-grossense de 2004 na Copa do Laço de Caracol. (Foto: Reprodução) De todos os troféus, títulos e premiações que eles receberam – são mais de 300 – o que ele considera mais representativo é o de Campeão Sul-mato-grossense de 2004 na Copa do Laço de Caracol. (Foto: Reprodução)

Daniel e seus filhos laçam por todo Mato Grosso do Sul e nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Eles já participaram de eventos no Paraguai. Neste país, em 2011, ele foi homenageado como o Patrono do Clube de La Paloma, Canindeyú. Nesta mesma ocasião, durante a 2ª Fiesta del Lazo, ele obteve o primeiro lugar na categoria Veterano e sua equipe foi a vice-campeã, título que conferiu a eles uma moto zero quilômetro.

De todos os troféus, títulos e premiações que eles receberam – são mais de 300 – o que ele considera mais representativo é o de Campeão Sul-mato-grossense de 2004 na Copa do Laço de Caracol. Daniel, Daniel Paulo, Paulo Sérgio, Evandro, Tuti e Daniel Túlio participam das festas de laço nas categorias Pai e Filho, Dupla de Irmãos, Avô e Neto e Veterano.

Aos novos laçadores, Daniel aconselha: “O laçador novo tem que treinar e se dedicar no laço, porque se não se dedicar bastante, não se torna laçador”.

Hoje, Amambai tem quase 35 mil habitantes e, a cada ano, durante a realização da festa do Clube de Laço União Amambaiense, a cidade se torna a capital do laço comprido. Nos outros dias do ano, talvez os cidadãos que não laçam mal se lembrem do esporte, mas, com certeza, ele está vivo, presente nas veias de Amambai, especialmente no sangue de Daniel Antunes Escobar.

(2) Comentários

Envie seu Comentário!

Restam caracteres. * Obrigatório
Digite as 2 palavras abaixo separadas por um espaço.
 

Nao foge a luta quando se quer nao tem nem emprego.

 
Anonymous em 22 de abril de 2012 às 19:19

eu imagino como o sr. daniél deve estar muito feliz,sei que ele sempre foi um grande desportista deste esporte que éra usado pelos os pecuristas na suas fazendas para recolher o gado,queando alguma rez refugava de entra na mangueira o cavaleiro mai próximo saia a capitura com seu laço em punho até laçar e trazer junto as outra na manguqueeira...quem diria que seria hoje um esporte que junta multidão...prabémmm para o amambaiesse daniél isso é uma prova que amambaiensse não foge a luta.

 
ubiratam martins em 21 de abril de 2012 às 13:36
 
 
 
 
 
Enquete