Operação prende 15 por lavagem de dinheiro

Na Capital foram presas 10 pessoas, incluindo gerente de banco. Outras prisões foram em Dourados e Ponta Porã. Dinheiro era proveniente do tráfico de drogas

 
Flávio, que é comerciante do setor de alimentos, é um dos presos na operação desencadeada na quinta-feira(16).

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu na quinta-feira, 16, uma quadrilha que criava empresas de fachada e abria contas bancárias para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas. A Operação Lavanderia prendeu 15 pessoas em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e 12 de sequestro de veículos.

Foram expedidos 17 mandados de prisão preventiva. Duas pessoas estão foragidas. São moradoras na Capital, onde foram cumpridos oito dos 10 mandados de prisão expedidos. Entre os presos está o gerente de uma agência do Banco Itaú, Nelson Marçal Ferreira. De acordo com o Gaeco, ele ficava com parte do montante depositado nas contas que abria para a quadrilha. Também foram presos os comerciantes Marcos Ricalde, Luís e Flávio; o contador identificado como Jesiel; Joelson da Costa; Osvaldo Batista e uma mulher.

Marcos trabalha com informática e também é sócio em uma loja de móveis planejados onde é responsável pela parte financeira. Os policiais apreenderam computadores e diversos documentos na casa e na empresa dele, que ficou fechada na manhã de ontem. Na residência dele foi encontrada uma pistola de calibre de uso exclusivo do Exército. Por conta disso, foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito e pagou fiança de R$ 1 mil. Mas como estava preso pelo mandado de prisão preventiva, ficou na cadeia.

Jesiel é o contador do comércio de Marcos. Luís e Flávio são amigos de Marcos. Flávio é comerciante do setor de alimentos e é de Ponta Porã, onde foi preso o homem apontado como chefe da quadrilha. Em Dourados foi apreendido R$ 250 mil em espécie na casa de um dos alvos.

Investigação

O bando é investigado pelo Gaeco desde fevereiro deste ano. O dinheiro lavado pela quadrilha é oriundo do tráfico de drogas praticado em todo o País. Participaram da operação policiais da Agência Central de Inteligência (PM2), Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco).

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