27/12/2016 15h15

Crônicas de Uma Alma Solta

A arte de manter acesa a chama da esperança


Por Luiz Peixoto

 

A esperança é um sentimento efêmero, porém poderoso. É ela que nos sustenta em momentos difíceis. Sempre que tive um problema difícil, tive também esperança que ele passaria... e passou. Viver é uma aventura. Um esforço cotidiano de se recriar. De se fazer melhor.

Quando um ano chega ao fim, somos todos tentados a fazer planos, a traçar metas, a elaborar como seremos no ano seguinte. Particularmente acho isso uma idiotice.

Eu traço metas, planos, projetos, todo dia. Executo-os todo dia também. Não há tempo futuro se não houver tempo presente.

A vida se vive hoje.

Eu não curto muito essas festas de final de ano e natal, afinal percebo uma hipocrisia sem tamanho. Ao longo do ano a pessoa nem te visitou, nos momentos bons ou ruins, ai nas festas é só abraço e desejo de coisas boas.

Para né. Coisa boa a gente deseja o tempo todo, e ajuda a construir. Ajuda a realizar.

Meus votos de ano novo quero todo dia, afinal todo dia é novo.

Meus desejos de natal quero todo dia. Afinal Jesus nasce a cada dia, sempre.

Pessoas desejam um mundo de paz, no final do ano, mas não o constrói ao longo do ano, no dia a dia. Sejamos nós o novo no ano que iniciará.

2017 será como nós o fizermos.

Eu tenho esperança, muita, que um dia a gente ainda aprende que a mudança passa por cada um de nós, ou seja:

  • Quer paz, não seja da violência, contra ninguém. Respeite as mulheres, os gays, as lésbicas, as travestis e os trans;

  • Quer amor, ame. Ame seus amigos e amigas, sua família, seus alunos, seus próximos. Se não puder amar, respeite;

  • Quer dinheiro, aí ficou difícil. Poderia dizer que deve trabalhar, mas na atual conjuntura, como esse (des)governo temeroso, não é mais garantia de acesso ao trabalho e ao dinheiro (se alguém souber a fórmula, me avise);

  • Quer emagrecer, emagreça. Procure um ou uma nutricionista, entre na academia, ande, corra, se mexe;

  • Quer parar de fumar, pare. Simples assim. Se não der conta, procure ajuda médica.

  • Quer ser feliz, seja! Simples assim. Cada um de nós sabe das coisas que nos tornam felizes.

Mas acima de tudo, e sobretudo, tenha esperança. Não aquela atitude passiva de esperar que um ou mais deuses ajam por você, mas aquela ativa, de quem sai da rede social, tira a bunda do sofá, e vai à luta.

Seguimos...

 

O autor é filósofo e escreve semanalmente nesta coluna

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