19/09/2016 07h57

Crônicas de uma Alma Solta

Das coisas da política


Por Luiz Peixoto

O meu ideal político é a democracia,
para que todo o homem seja respeitado como indivíduo
e nenhum venerado.
Albert Einstein

 

Desde que entendo por gente, desde sempre, fui empolgado com a Política. Acho fascinante. Que fique logo claro, não a política rasteira da disputa eleitoral, a Política de verdade, aquela que elabora e discute a cidade, o estado e o país, aquela que tenta de todas as formas elevar o sujeito a categoria de cidadão.

Nessa vida corrida e meio enlouquecida de levei, me deparei com muitos tipos de agentes da política. Conheci bons gestores, que estavam preocupados com a população, bons legisladores, que defendiam leis visando fortalecer a cidade e as pessoas. Claro, que deparei também com muitos abutres da política.

Pessoas que usam o poder em benefício próprio, sem escrúpulo de explorar as pessoas e surrupiar a esperança do povo.

Mesmo vendo abutres aviltando a realidade, segui e sigo acreditando e atuando na Política. Acredito que como cidadão é meu papel agir, intervir, criar possibilidades. Como político não tive até hoje, e não tenho hoje, desejo de ser eleito para nenhum cargo. Acredito que, no meu caso, o cargo seria a morte da Política de verdade e o surgimento da política pequena.

Tive a oportunidade ímpar de participar do debate entre os candidatos a prefeitos de Amambai, no auditório da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul. Confesso que fiquei impressionado.

Sempre imaginei que um debate fosse um espaço de apresentar propostas, defender ideias, pontuar projetos. Não foi o que vi. Assisti mais de 2h de conversas, onde o mesmo de sempre foi dito.

De um lado a esperança
De outro, a incerteza
Fala-se em realizar
Criar
Projetar
Priorizar
Mas não se fala como
Nem quanto
Nem quando
Todos estão dispostos
Até negar sua história de 4 anos se fez
Fácil rejeitar
Já que não se quer mais
Difícil convencer quem pensa
Eu penso!

Quero ver propostas concretas. Que me digam de fato o que planejam para nossa cidade. Sem melindres. Sem precisar ser agressivo com adversários. Sem precisar ser irônico ou sarcástico. Basta ter clareza do papel do prefeito e saber respeitar as posições contrária. Quem não aguenta um enfrentamento de ideias e não quer ouvir verdades, nem deveria se meter em eleições.

E colocar a culpa no atual prefeito não convence. Assuma cada um a sua responsabilidade. E sigamos!

A política é uma guerra sem derramamento de sangue,
e a guerra uma política com derramamento de sangue.

Mao Tse-Tung


O autor é filósofo e escreve semanalmente nesta coluna

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