13/11/2017 09h14

Atriz amambaiense participa do 1º Encontro de Palhaças em Campo Grande

Alessandra Tavares, que interpreta a palhaça Cerejinha, participou de um evento sobre palhaçaria feminina nos dias 3, 4 e 5 de novembro.


Fonte: Alessandra Tavares com edição da Redação

 
A palhaça Cerejinha provocou muitos risos durante sua apresentação / Foto: Divulgação A palhaça Cerejinha provocou muitos risos durante sua apresentação / Foto: Divulgação

Amambai (MS)- Aconteceu dos dias 3 a 5 de novembro o 1° Encontro de Artes e Comicidade Feminina do Mato Grosso do Sul, que chegou para suprir a falta de eventos sobre palhaçaria feminina em Campo Grande, movimento que tem ganhado força em todo o Brasil

Mulheres de todos os seguimentos das artes como canto, interpretação, dança, poesia, contação de histórias e palhaçaria se reuniram no Teatral Grupo de Risco em Campo Grande para apresentações e roda de conversa, discutindo o papel da mulher hoje nas produções artísticas, em especial na palhaçaria.

Alessandra Tavares, atriz e diretora teatral amambaiense, que também é palhaça, a Palhaça Cerejinha, esteve presente representando o interior do Mato Grosso do Sul. Ela se apresentou no sábado (4), na noite do Cabaré das Palhaças, onde 10 palhaças, sendo duas de Belo Horizonte, sete de Campo Grande e Alessandra, de Amambai, fizeram seus números de picadeiro e divertiram muito o público presente.

Alessandra ao lado das outras palhaças / Foto: Divulgação Alessandra ao lado das outras palhaças / Foto: Divulgação

Para Alessandra, este encontro foi muito importante por conta da troca de experiências com outras profissionais, o que a fortalece cada vez mais como artista.

O encontro foi organizado pela atriz que também é palhaça (Zureta) Thathy D meo de Campo Grande, que sentiu a necessidade de unir mulheres que fazem palhaçaria no Estado, já que este movimento vem crescendo em todo Brasil. O intuito é mostrar e revelar as palhaças da capital e do estado para se fortalecer para que em 2018, possamos trazer mestras que circulam em outras regiões do país.

"Este é mais um local onde a mulher ainda tem pouco espaço, a figura feminina sempre viveu as sombras do palhaço, mas este cenário vem se modificando, as palhaças vêm cada vez mais conquistando seu espaço e se colocando no mesmo patamar que a figura masculina em qualidade e competência artística. O público tem reconhecido isso!", disse Alessandra. E continuou: "fazer rir e pensar é uma grande ferramenta para discussão deste espaço feminino. Espelho, batom, maquiagem, sapato e nariz vermelho todo palhaço tem, mas é aquele jeito dengoso de arrancar gargalhadas que só elas possuem? Graça de mulher!".

As palhaças não estão de brincadeira quando o assunto é conquistar espaço nesse lugar historicamente demarcado pela atuação masculina.

As palhaças perfazem o mesmo caminho sociopolítico da emancipação feminina, sem queimar o soutiens, mas fazendo muita graça!

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