17/12/2012 13h48 – Atualizado em 17/12/2012 13h48
Piloto correu risco de ser demitido na temporada 2012; Ele somou apenas 23 pontos nas 10 primeiras provas
Fonte: Estadão
Depois de viver um ano no qual amargou uma primeira metade de temporada muito ruim na Fórmula 1, antes de reagir na segunda parte do campeonato, Felipe Massa afirmou que está “mais motivado do que nunca” para 2013. O brasileiro falou sobre essa motivação durante evento anual de Natal realizado pela Ferrari, em Maranello, onde festejou o fato de ter conseguido mostrar força e consequentemente assegurado a renovação de seu contrato com a escuderia.
O piloto correu sério risco de ser demitido em 2012, no qual somou apenas 23 pontos nas dez primeiras provas da temporada, antes de contabilizar 99 nas outras dez e subir duas vezes ao pódio. “Este foi um ano muito difícil para mim, especialmente no início, quando não conseguíamos encontrar o melhor caminho para seguir em frente com o nosso carro”, reconheceu Massa, que fechou o Mundial deste ano na sétima posição.
O brasileiro, porém, destacou que o respaldo da Ferrari em relação a ele em um momento de muita pressão foi fundamental, depois de o próprio piloto ter admitido que chegou a colocar em xeque a sua própria competência como piloto da F1 durante o ano.
“A segunda parte (da temporada) foi muito diferente: fui mais competitivo e agradeço pela força que eu tive de todos vocês (integrantes da equipe). Eu consegui voltar à forma que tinha antes. Agora estou mais motivado do que nunca. A segunda parte da temporada foi como uma sessão de treinos para o próximo não. Em 2013, quero muito voltar a este evento para celebrar algo ainda melhor junto com todos vocês”, afirmou.
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, também não economizou elogios a Massa durante o evento natalino da escuderia. “Eu não sei onde você foi na primeira metade do ano”, brincou o dirigente com o brasileiro, antes de acrescentar: “Estou muito satisfeito que você voltou, não apenas porque isso significou que fomos capazes de terminar à frente de grandes equipe na classificação (do Mundial) dos Construtores, mas também porque isso é importante para o próximo ano”.
O dirigente, porém, voltou a adotar tom de cobrança interna ao lembrar que é preciso ter um carro competitivo se a Ferrari quiser ter chances de fechar 2013 como campeã mundial e encerrar a hegemonia do alemão Sebastian Vettel, vencedor dos últimos três campeonatos da F1.
“Nos faltou um carro que fosse mais rápido do que os outros e devemos refletir cuidadosamente sobre como isso aconteceu e chegar a uma resposta, porque em 2013 o objetivo, não apenas para mim, mas para todos vocês (da Ferrari) é imediatamente ter um carro capaz de vencer. Temos todos de fazer um pouco mais para conseguir isso, mas sem perder os pontos positivos que mostramos este ano, começando com a confiabilidade do carro”, afirmou.
Assim como teve o espanhol Fernando Alonso como vice-campeão entre os pilotos, a Ferrari terminou o Mundial de Construtores na segunda posição, com 400 pontos, 60 atrás da campeã Red Bull.

