24/01/2012 11h21 – Atualizado em 24/01/2012 11h21
25 de janeiro, dia do carteiro: “Realmente, o que mais incomoda o trabalho são os cães”.
Fernanda Moreira / Da Redação
Diariamente são entregues cerca de 2.500 correspondências em toda a cidade de Amambai; e o trabalho de entregar cartas de pessoas que estão longe, cobranças, contas e encomendas são dos seis carteiros que trabalham na agência central dos Correios do município.
Os funcionários que trabalham no setor de entregas da agência têm setores divididos, percorrendo a cidade toda, conhecendo os moradores e … correndo dos cães. Parece que a eterna briga carteiros versus cães é de fato real na cidade de Amambai.
Segundo o gerente substituto dos Correios, Nedes de Jesus Lopes Dutra, que trabalha há 15 anos e já foi carteiro, um dos problemas mais corriqueiros é justamente os animais. “Eu trabalhei como carteiro em Coronel Sapucaia, eu gostava bastante do trabalho, era bom, mas quando vim para Amambai surgiu a oportunidade de trabalhar com o serviço interno. O lado ruim de trabalhar na rua é o sol quente e os cachorros, que se você não cuidar, eles atacam mesmo” conta ele.
Reconhecimento
O carteiro mais antigo que atua na agência de Amambai, Onório Nunes Lemes, que há 30 anos trabalha com entregador diz que a melhor parte de ser carteiro é conhecer muitas pessoas e ter o trabalho reconhecido. “Conheço muita gente, tenho contato com as pessoas e tenho uma boa relação com todos. Sou conhecido na cidade, isso é bom. Eu fiz o concurso para carteiro, passei e a profissão deu certo pra mim”, diz Onório.
Ele conta que em relação aos problemas da profissão, os cães são o pior. “Esses dias mesmo, se eu não estivesse com a bota do uniforme, teria levado uma mordida feia. É a parte chata, os cachorros”, conta o carteiro.
Para o jovem Celso Pereira dos Santos que é carteiro há apenas três anos, a profissão é bastante digna e as pessoas reconhecem e respeita. “Eu entrego cerca de 800 encomendas por dia, ando pela cidade e conheço muitas pessoas.
A maioria da população trata muito bem, alguns perguntam sobre o trabalho, convida pro tereré, mas a gente não pode ficar muito tempo parado, o trabalho tem de ser rápido. Pra mim é muito bom ser carteiro, é uma profissão digna e meu maior problema, além dos cães é o sol que aqui em Amambai é muito quente”, explica ele, que é natural de Campo Grande e tem pretensão de voltar pra Capital.
História
Existem várias maneiras de se corresponder com alguém à distância. Telefone, fax e e-mail são algumas delas, mas o correio tradicional é ainda uma das mais usadas e também mais importante.
Antes dele, rufar de tambores, sinal de fumaça ou pombo-correio. Frente à necessidade de se comunicar, dava-se um jeito. No ano de 3.000 A.C., mensageiros velozes corriam quilômetros para dar recados a governantes. Ao chegar, recitavam o texto da carta. Haja memória e pernas. Não é à toa que a palavra correio deriva do verbo correr (pessoas que levavam as notícias correndo).
Faça chuva, faça sol, ele entrega cartas, mensagens e encomendas aos seus devidos destinatários, cumprindo um itinerário preestabelecido, depois de ordená-las rigorosamente.
Também devolve ao remetente o que não pode ser entregue ou providencia o seu encaminhamento para o destino certo. Neste dia 25, que todos reconheçam o trabalho importante desses funcionários que trazem sempre notícias, boas ou ruins para todos. Movimentando a cidade, os carteiros e seus causos sempre serão importantes para a continuação da história.

