13/06/2018 10h19

Brasileira é eleita para Comissão da ONU de Direitos das Pessoas com Deficiência

Deputada federal do estado de São Paulo, no Brasil, Mara Gabrilli, recebeu 103 votos para integrar o grupo de nove representantes de todo o mundo; ela concorreu com outros 23 candidatos e foi a única de um país de língua portuguesa.


Fonte: ONU News

 
Mara Gabrilli, eleita pela ONU para a Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência Mara Gabrilli, eleita pela ONU para a Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência

A deputada federal pelo estado de São Paulo, Mara Gabrilli, foi eleita nesta terça-feira integrante da Comissão da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

A votação ocorreu no primeiro dia da 11ª Sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em Nova Iorque. O tema deste ano é "Não deixar ninguém para trás através da implementação completa da convenção".

Esforços

Este documento protege os direitos de quem vivem com deficiência em todo o mundo, e é um dos tratados internacionais de direitos humanos mais amplamente ratificados, com 177 Estados signatários desde a sua adoção em 2006.

Mara Gabrilli concorreu ao lado de outros 23 candidatos, cada um de um país. No grupo estavam Austrália, China, México e Ucrânia.

A deputada federal foi eleita no fim da tarde com 103 votos.

Mara Gabrilli falou à ONU News sobre a vitória logo após o anúncio na sede das Nações Unidas.

"Significado de trabalho, de uma boa causa, de ver o Brasil num patamar diferenciado, que fala da inclusão da pessoa com deficiência, gratidão, por ter sido indicada pelo Brasil e pelo trabalho do Itamaraty aqui, que foi uma união de forças."

Mara Gabrilli também falou sobre as prioridades de seu mandato na Comissão da ONU.

"Pensar sempre na transversalidade do tema, principalmente no sistema ONU. Para a gente pensar a mulher com deficiência, a criança com deficiência, pensando nesse ‘mainstreaming’ com outros comitês. E muitas outras coisas. As pessoas com deficiência precisam de tecnologias acessíveis. E, em qualquer lugar do mundo, esses equipamentos são muito caros. A gente precisa fazer acordos entre os países, os Estados-Partes, para desonerar esse tipo de equipamento. Porque uma cidade pode ter a acessibilidade que for, se as pessoas não tiverem equipamentos, a gente não consegue se mover."

A deputada ficou tetraplégica com 26 anos, após um acidente de carro. Publicitária e psicóloga, ela fundou um instituto com o seu nome três anos depois.

Em 2011, foi eleita deputada federal e autora do texto final da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, aprovada em 2015.

A conferência em Nova Iorque termina na quinta-feira.

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