Política de tolerância zero separou 51 crianças brasileiras dos pais nos EUA

Cônsul brasileiro diz que age como detetive para descobrir onde as crianças estão abrigadas. Oficialmente, governo americano não dá qualquer pista.


Fonte: G1

 
Imagens de crianças separadas dos pais chocam os Estados Unidos AFP PHOTO/AFP PHOTO Imagens de crianças separadas dos pais chocam os Estados Unidos AFP PHOTO/AFP PHOTO

Mais de 50 crianças brasileiras foram separadas dos pais, nos Estados Unidos, desde que o presidente Donald Trump adotou a tolerância zero na política migratória, em abril. O correspondente Jorge Pontual conta a história de uma dessas crianças.

O governo Trump disse que 500 crianças foram devolvidas às famílias, mas não deu nomes e nenhuma confirmação. Perto de duas mil crianças continuam separadas dos pais.

No caso das crianças brasileiras, o número aumentou: segundo o consulado em Houston, agora são 51 em abrigos espalhados pelos Estados Unidos e sem data para reencontrar os pais.

Por internet, Felipe Santarosa, cônsul adjunto do Brasil em Houston, no Texas, contou que age quase como um detetive para descobrir onde as crianças brasileiras estão abrigadas. Oficialmente, o governo americano não dá nenhuma pista.

Na sexta-feira (22), o cônsul visitou um menino brasileiro de nove anos. Ele é de Cuparaque, em Minas Gerais, e foi separado da mãe quando eles cruzaram a fronteira, no Texas.

A mãe já foi solta e está em Massachusetts, mas o menino continua num abrigo. Santarosa contou que, só depois de 20 dias separados, a mãe conseguiu falar por telefone com a criança.

"As minhas funcionárias, eram duas mulheres que entraram comigo, elas se emocionaram, choraram, eu me contive ali, segurei um pouco, mas quando você abraça a criança, você vê que a criança está num ambiente estranho", disse Santarosa.

Segundo ele, os funcionários do abrigo estão providenciando a devolução do menino à mãe.

Na quarta-feira (20), o presidente Donald Trump voltou atrás e assinou um decreto ordenando que as famílias não sejam mais separadas na fronteira com o México. Mas manteve a política de tolerância zero, ou seja, todos os imigrantes ilegais continuam tendo

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