31/05/2018 21h27

Doze pessoas são investigadas em MS por impedir desobstrução de estradas

Lideranças serão investigadas por descumprir Liminar do STF que concedeu o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas


Fonte: Izabela Sanchez e Kleber Clajus/CG News

 
O superintendente da PRF em MS, Luiz Alexandre Gomes da Silva, durante entrevista nesta manhã. (Foto: Kleber Clajus) O superintendente da PRF em MS, Luiz Alexandre Gomes da Silva, durante entrevista nesta manhã. (Foto: Kleber Clajus)

Doze lideranças da greve dos caminhoneiros em Mato Grosso do Sulque descumpriram ordem de desobstrução das estradas, conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal). A informação foi dada esta manhã pelo superintendente da Corporação, Luiz Alexandre Gomes da Silva. Segundo ele, os nomes, que não foram revelados, foram repassados à AGU (Advocacia Geral da União), para as providências a respeito.

Agora, essas lideranças devem ser investigadas por descumprir liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), concedida pelo ministro Alexandre de Morais. A decisão autorizou o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atende a um pedido do governo federal. Conforme a PRF, as 12 lideranças descumpriram a desobstrução e impediram caminhoneiros de deixarem as estradas.

A greve chegou ao fim na quarta-feira após 10 dias de paralisação nas rodovias federais e estaduais em todo o Brasil. Os caminhoneiros reivindicavam.

A pedido do governo federal, o ministro impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias, além de multa de R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstruindo a pista.

Na ação, assinada pelo presidente Michel Temer e pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, o governo pediu que o STF considere a greve ilegal. O motivo, segundo o pedido, é que apesar de ter "compromisso democrático" com a livre manifestação, não se pode inviabilizar direitos fundamentais, como a locomoção.

Prisão – Segundo a Agência Brasil, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, confirmou que nesta quinta-feira (31) houve a primeira prisão de empresário suspeito de interferir na paralisação dos caminhoneiros. As informações iniciais são que o transportador, detido no Rio Grande do Sul, teria ameaçado motoristas nos bloqueios em rodovias do estado. Ele foi preso temporariamente.

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