19/05/2017 11h12

"Não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do País"

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, presidente da República defendeu os esforços do governo para tirar o Brasil da crise


Fonte: Portal Planalto

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente da República, Michel Temer, afirmou nessa quinta-feira (18) que "todo o esforço" de retirar o Brasil da maior recessão da história pode se tornar inútil com a divulgação de uma gravação gravada de forma clandestina.

Leia a íntegra do pronunciamento

"A revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada. Portanto, todo um imenso esforço de retirar o País de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do País", afirmou.

Entre os avanços destacados pelo presidente estão os indicadores de queda da inflação, o retorno do crescimento da economia e os dados de geração de empregos. No mês passado, o País teve um saldo positivo de quase 60 mil vagas, de acordo com o Ministério do Trabalho. A inflação se aproxima dos 4% e já há indicativos de crescimento. "[Os dados] criaram esperança de dias melhores", relatou.

Aos jornalistas, Temer afirmou que continuará como presidente da República. "Não renunciarei, repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos", garantiu.

Compromisso

Temer destacou nunca ter autorizado o uso do seu nome de forma indevida ou sugerido que alguém fosse calado. Acrescentou que, como presidente, seu compromisso é com o Brasil e com os brasileiros. "Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso, meus senhores e minhas senhoras, é com o Brasil. E é só este compromisso que me guiará."

Assim como na nota oficial divulgada nessa quarta-feira (17), ele reforçou no pronunciamento o pedido de investigação sobre as denúncias feitas nos últimos dias. "Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro", disse.

Para o presidente, a investigação aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) será o palco propício para todas as explicações virem à tona. "No Supremo demonstrarei não ter nenhum envolvimento com estes fatos", explicou.

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