22/03/2019 15h12

Profissionais da educação de Amambai protestaram contra a Reforma da Previdência


Fonte: Assessoria Simted de Amambai

 
Profissionais de todas as escolas de Amambai, com exceção da escola estadual Dom Aquino Correa, aderiram ao movimento / Foto: Moreira Produções Profissionais de todas as escolas de Amambai, com exceção da escola estadual Dom Aquino Correa, aderiram ao movimento / Foto: Moreira Produções

Amambai (MS)- Educadores das redes municipal e estadual de ensino de Amambai aderiram à paralisação contra a Reforma da Previdência realizada na manhã desta sexta-feira (22).

O movimento que serviu para demonstrar a insatisfação da categoria contra os pontos da reforma proposta pelo Governo Federal aconteceu em todo o Brasil. Em Campo o Grande, a concentração aconteceu na praça do Rádio Clube.

O Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) de Amambai disponibilizou um ônibus para levar trabalhadores até o ato da capital. 46 pessoas saíram de Amambai para irem até Campo Grande, porém ao estarem próximos a Dourados, o ônibus apresentou problema e os profissionais então decidiram ficar em Dourados mesmo e engrossar a manifestação que aconteceu naquela cidade.

 
Participação dos servidores de Amambai na cidade de Dourados / Foto: Divulgação Participação dos servidores de Amambai na cidade de Dourados / Foto: Divulgação

Em Amambai

Para os profissionais que ficaram em Amambai, a manhã também foi de luta. O sindicato convocou os trabalhadores para um café da manhã e posteriormente foi feita uma passeata até a praça Cel. Valêncio de Brum, onde foi realizado um momento de reflexão sobre a Reforma da Previdência e uma panfletagem no semáforo.

Todas as escolas de Amambai, com exceção da escola estadual Dom Aquino Correa, aderiram ao movimento.

 
Rozana Fernandes, vice-presidente do Simted / Foto: Moreira Produções Rozana Fernandes, vice-presidente do Simted / Foto: Moreira Produções

"Não podemos deixar que essa reforma seja aprovada do jeito que está"

— Rozana Fernandes, vice-presidente do Simted de Amambai

A vice-presidente do Simted, Rozana Fernandes parabenizou e agradeceu os professores e administrativos presentes, ressaltando a importância da união da categoria nesse momento em que direitos estão sendo retirados.

"Estamos satisfeitos com a adesão dos trabalhadores; o pessoal participou em massa do café da manhã, da passeata e da panfletagem e isso é muito válido porque este é um momento importante para todo o Brasil (...) Não podemos deixar que essa reforma seja aprovada do jeito que está", ponderou.

Com a palavra, os professores

O professor da rede estadual de Amambai, Sivaldo Michenco, disse que o dia 22 de março será histórico. E que o Simted tomou a frente da organização por se tratar de um dos mais fortes sindicatos do município.

 
O professor da rede estadual de Amambai, Sivaldo Michenco / Foto: Moreira Produções O professor da rede estadual de Amambai, Sivaldo Michenco / Foto: Moreira Produções

"Hoje foi o termômetro para podermos analisar a força da classe trabalhadora do Brasil"

— Professor Sivaldo Michenco

"Todas as centrais sindicais convocaram este movimento, mas como somos uma cidade de interior, o maior sindicato é o dos professores e por isso tomamos a frente (...) A importância desse dia é histórica, hoje foi o termômetro para podermos analisar a força da classe trabalhadora do Brasil", afirmou.

A professora aposentada Cassia Meira explicou na prática um dos pontos que mais afeta a classe dos profissionais da educação.

"Hoje a professora que se aposentaria com 50 anos, vai se aposentar com 60 e o professor que se aposentaria com 55 vai se aposentar com 65, são 10 anos de trabalho a mais e isso não pode acontecer", disse.

 
Professor Hugney Nogueira / Foto: Moreira Produções Professor Hugney Nogueira / Foto: Moreira Produções

"Temos que vir para a rua lutar pelos nossos direitos, pelos direitos dos nossos alunos e dos pais dos nossos alunos”

— Professor Hugney Nogueira

Já o docente das redes municipal e estadual de ensino, Hugney Nogueira, disse que a classe dos professores não está nas ruas lutando somente por seus direitos, mas também pelo direito de seus alunos e dos pais de seus alunos.

"Como em todos os anos o professor tomou a frente, mas na realidade a reforma vai atingir todo trabalhador, mas principalmente o assalariado, o trabalhador rural e o trabalhador braçal (...) Grande parte da sociedade não vai usufruir do que vai pagar de previdência e nós professores, enquanto formadores de opinião, não podemos deixar isso acontecer jamais. Temos que vir para a rua lutar pelos nossos direitos, pelos direitos dos nossos alunos e dos pais dos nossos alunos", ressaltou.

A presidente da Câmara, vereadora Janete Córdoba, que é formada em pedagogia, também aderiu ao movimento e esteve panfletando junto dos professores.

Carta de Repúdio

Durante o café da manhã que deu início a paralisação ficou decidido que o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) vai encaminhar uma carta de repúdio direcionada a escola estadual Dom Aquino Correa, tendo em vista que ela que foi a única instituição escolar da rede pública que não aderiu ao movimento.

Veja fotos da manifestação