18/03/2019 11h16

Proposta obriga agressores de mulheres a usar tornozeleira eletrônica e pagar do próprio bolso

Objetivo é dar segurança às vítimas de violência; projeto é uma reação a frase machista do presidente do PSL


Fonte: Topmidianerws

 

A frase do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, que disse que ‘a política não é muito da mulher’ continua ressoando no Congresso Nacional. Para a deputada federal Rose Modesto (PSDB-MS), ele foi infeliz demais ao menosprezar o gênero.

"A frase dele foi extremamente infeliz, o lugar da mulher é onde ela entender que ela deve estar, inclusive não menosprezando os homens, mas as mulheres têm capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, estar presente em vários lugares e cuidar de muitas coisas ao mesmo tempo", disse Rose.

Ela destaca que a atitude de Luciano aumenta o ódio e preconceito contra as mulheres. "Eu tenho como bandeira, nesse mandato, primeiro não deixar passar quatro anos sem deixar contribuição em todas as áreas, mas essa questão da mulher e da criança, quero muito estar envolvida".

Questionada sobre as atitudes que pretende tomar na Câmara dos Deputados, a tucana ressalta que apresentou um projeto de lei que deve exigir que aqueles forem impedidos de se aproximar de mulheres perante a Justiça, diante de uma medida protetiva, devem utilizar tornozeleira eletrônica.

"Precisamos ter o botão do pânico para mulheres que se sentem ameaçada e, ainda, fazer com que esses homens utilizem tornozeleiras eletrônicas. Mas como sempre temos problema com recursos, que o país não possui para investimento, a ideia é fazer o agressor custear uma tornozeleira. Ele tem que pagar pelo equipamento que garante a segurança da mulher, custa em torno de R$ 300. Chega, temos que radicalizar, não podemos mais ver mulheres morrendo, como estamos aqui hoje, no velório da professora Nádia", afirma a parlamentar.

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