11/05/2019 21h23

Lula pede para ir para o regime aberto e nulidade do processo do Triplex

STJ poderá julgar o pedido já a partir do início da próxima semana – e como Lula já cumpriu mais de um ano da pena, o novo regime é um direito assegurado por lei


Fonte: Brasil 247

 
Ex-presidente da República, Luis  Inácio Lula da Silva ; Foto- Divulgação Ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva ; Foto- Divulgação

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido como preso político em Curitiba, ingressou com um pedido junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que ele possa ir para o regime aberto. O pedido dos advogados foi feito com base nos embargos de declaração do processo do triplex do Guarujá, cujo acórdão foi publicado no último dia 9 pela Corte. Os advogados pedem, ainda, a nulidade do processo do triplex e a absolvição do ex-presidente.

Na peça, os advogados destacam que Lula tem direito à progressão para o regime aberto pelo fato de estar preso há mais de um ano e este tempo deve ser abatido da pena de 8 anos e dez meses que foi imposta pela Corte. Neste caso, como a pena cairia para 7 anos e 9 meses, ele poderia migrar do regime fechado para o semiaberto. Os advogados, porém, ressaltam que "diante da (conhecida) inexistência de estabelecimento compatível [para abrigar o ex-presidente], faz-se necessário, desde logo, a fixação de um regime aberto".

Ao pedir a absolvição de Lula, os advogados observam que "o embargante [Lula] não praticou nenhum dos crimes aqui imputados ou outros de qualquer natureza que seja. Não obstante, não se pode ignorar que essa defesa técnica tem o dever ético de buscar, por todos os meios legais, a liberdade do patrocinado sob todos os aspectos viáveis, sem prejuízo de preservar e reafirmar a garantia da presunção da inocência, mesmo quando relute o constituinte", destacou o advogado Cristiano Zanin Martins no documento.

Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, nos pedidos de absolvição e nulidade do processo contra o ex-presidente, a defesa apontou o chamou de "omissões, contradições e obscuridades" no acórdão publicado pelo STJ.


Envie seu Comentário