05/02/2019 14h29

Com 257 reclamações em 2 dias, promotoria quer contrato e prova para professor

Com 14.370 inscritos, primeira fase terminou com apenas 73 aprovados


Fonte: CG News/Aline dos Santos

 
Questões citavam parágrafos, mas texto da prova estava em bloco.
Questões citavam parágrafos, mas texto da prova estava em bloco.

O concurso para professor da rede estadual, que reprovou 99% dos inscritos, é analisado pela 30ª Promotoria do Patrimônio Público de Campo Grande. O procedimento para apurar eventuais irregularidades foi aberto em 19 de dezembro, após o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) receber 257 reclamações em dois dias.

A prova do concurso que ofertava mil vagas e teve 14.370 inscritos foi realizada em 16 de dezembro de 2018. O promotor Marcos Alex Vera de Oliveira solicitou a cópia do contrato firmado com a Funrio (Fundação de Apoio, Pesquisa e Assistência do Rio de Janeiro), organizadora do exame, exemplar do caderno de questões e do gabarito fornecido no dia da prova.

A SAD (Secretaria Estadual de Administração e Desburocratização) deve informar também as providências já adotadas para apuração de irregularidades.

No dia 16 de janeiro, o coordenador de seleção de pessoal da SAD, Paulo Victor dos Santos Oliveira, afirmou que foi adotado o mesmo formato de prova para professor aplicado em 2013. Naquele ano, foram cinco horas de exame com 80 questões e uma redação. Na última edição, foram quatro horas para 80 questões e a redação será aplicada numa segunda etapa, no mês de fevereiro.

Segundo ele, foi adotado de forma pioneira o "embaralhamento das questões". A ordem das questões era diferente para evitar troca de informações entre os candidatos.

As reclamações dos candidatos ao Campo Grande News incluem tempo para prova, qualidade da impressão e alteração no número de questões anuladas, que são somadas como acerto para os candidatos.

A taxa de inscrição para o concurso público de provas e títulos, edital 01/2018, foi de R$ 216,16. Aplicada em Campo Grande e Dourados, a prova escrita objetiva tinha três divisões: Língua Portuguesa (15 pontos), Conhecimentos Pedagógicos e Metodológicos (25 pontos) e Conhecimentos Específicos (40 pontos). Conforme o edital, seria considerado aprovado o candidato que obtivesse no mínimo 60% dos pontos estabelecidos para cada matéria. Desta forma, para ser aprovado, teria que fazer, ao menos, 9 pontos em Português, 15 pontos em Conhecimentos Pedagógicos e 24 pontos em Conhecimentos Específicos. Antes, era aprovado quem acertasse 50% do total das questões.

O governo anunciou que vai prosseguir para a segunda fase com os 73 aprovados e abrir novo edital para completar as mil vagas.

Envie seu Comentário