30/05/2012 10h09 - Atualizado em 30/05/2012 10h09

PRF divulga o mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração xexual de crianças e adolescentes; MS tem 95 pontos

 

Fonte: Departamento de Polícia Rodoviária Federal

 

Proteger nossas crianças e adolescentes e garantir que eles tenham um desenvolvimento pleno e saudável é dever de todos nós, sociedade civil, setor privado e público. A violência sexual é uma das mais graves violações de direitos e pressupõe o abuso do poder onde crianças e adolescentes são usados para gratificação sexual de adultos, sendo induzidos ou forçados a práticas sexuais. Esse tipo de violência interfere diretamente no desenvolvimento da sexualidade saudável e nas dimensões psicossociais da criança e do adolescente, causando danos muitas vezes irreversíveis.

O abuso e a exploração sexual estão enquadrados nesse conceito. A exploração sexual pressupõe uma relação de mercantilização, em que o sexo é fruto de uma troca, seja de favores ou presentes.

A exploração sexual é um fenômeno multicausal, complexo, e ocorre em vários contextos e cenários, vinculado a redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico, turismo, grandes obras de infraestrutura, nas tecnologias de informação e comunicação e também nas rodovias brasileiras.

A subnotificação dos casos de exploração sexual, a falta de sistemas integrados que armazenem e analisem as informações e dados e o despreparo da sociedade civil para encaminhar e tratar casos dessa natureza compõem um cenário de sombras e incertezas. Esse cenário esconde casos de crianças e adolescentes que não recebem nenhum tipo de atendimento ou recebem atendimento inadequado, provocando até revitimização. De maio de 2003 a março de 2011, 156 mil denúncias foram registradas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100) 32% são de violência sexual contra crianças e adolescentes em todo o país.

A complexidade desse fenômeno requer ações de enfrentamento igualmente complexas e capazes de envolver os mais diferentes atores da sociedade. As ações precisam ir além da redução da pobreza, acesso à saúde, educação, lazer ou mesmo do asseguramento do convívio sociofamiliar.

Precisamos, sobretudo, criar dados e indicadores, monitorá-los e, com base neles, desenvolver estratégias intersetoriais de prevenção e enfrentamento.

É esse o objetivo da cultura de mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual nas rodovias brasileiras. Este novo mapeamento repete os critérios qualificados do mapeamento anterior e consagra a sólida parceria multissetorial, na sua execução, entre a Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Organização Internacional do Trabalho, Childhood Brasil e o setor privado.

Esperamos que os dados sejam úteis para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção e enfrentamento e que juntos possamos continuar empreendendo esforços para mudar esse cenário.

AQUI, O LINK PARA ACESSAR O MAPEAMENTO

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