17/03/2017 20h13

Manifestantes saem de condomínio de Marun, mas prometem novos atos

Novos acampamentos não estão descartados


Fonte:Aline Machado/Midiamax

 
Acampamento chegou a abrigar mil pessoas / Foto: Divulgação Acampamento chegou a abrigar mil pessoas / Foto: Divulgação

Manifestantes que há três dias estavam acampados na frente do Residencial Damha II, onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB), em protesto contra a PEC (Projeto de Emenda à Constituição) 287/2016, deixaram o local por volta das 16h30 desta sexta-feira (17), antes do fim do prazo determinado na ordem Judicial.

O acampamento foi desmontado depois de uma solenidade de encerramento batizada de 'ato de resistência', que de acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) Roberto Botareli, teve como objetivo reforçar o descontentamento com a proposta que prevê a reforma da Previdência e altera o tempo e regras necessários para a aposentadoria.

A desocupação cumpre uma ordem de reintegração entregue na manhã dessa quinta-feira (16), às centrais sindicais que encabeçam o movimento. A decisão é da juíza Elizabeth Anache e atende a solicitação da administração do Residencial Damha. Conforme o documento a área é particular.

Professor Gilvano Bronzoni, secretário de formação sindical da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), garante que as ações continuam e os grupos devem se reunir na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).

"Desmontamos. O acampamento acabou depois do nosso ato de encerramento, mas nossa luta continua e o resultado foi positivo. Conseguimos apoio de alguns parlamentares, além de, mostrarmos aos deputados federais que a sociedade organizada é capaz de fazer um debate muito crítico sobre o tema. O saldo é positivo e a missão no acampamento foi cumprida", analisa.

Apoios

No início da tarde de hoje, representantes sindicais que encabeçam as manifestações reuniram-se com o senador Pedro Chaves (PSC-MS). Conforme as informações, o parlamentar comunicou ao, também senador, Paulo Paim (PT-RS) que vai assinar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Reforma da Previdência. Além de Chaves, os manifestantes contam com apoio do senador Waldemir Moka (PMDB).

Líderes do movimento tentam uma reunião, ainda nesta tarde, com o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), que divulgou nessa quinta-feira (16), um vídeo afirmando que se posicionará contra à PEC. A gravação foi divulgada na redes sociais horas depois de uma manifestação na frente da casa do parlamentar.

Ontem parte dos trabalhadores participaram de uma manifestação na frente da casa da deputada federal Tereza Cristina (PSB). No local, líderes do movimento informaram de que a parlamentar se comprometeu a votar contra à PEC 287. No domingo (19), uma nova reunião deve reforçar o compromisso.

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