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sábado, 27 de junho de 2026

Amambai sedia vestibular da UFGD para curso de Licenciatura Indígena

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O município de Amambai sediou nos dias 18 e 19 deste mês as provas do vestibular da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) para o curso de Licenciatura Indígena. A seleção aconteceu na Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Mbo’eroy Guarani Kaiowá, da rede de ensino de Amambai.

Além de Amambai, o outro município que concentrou os candidatos foi o de Dourados.

O Processo Seletivo para o Curso de Licenciatura Indígena da UFGD visa ao preenchimento de 70 vagas. Este vestibular oferece 56 vagas aos Guarani e Kaiowá residentes nas aldeias indígenas localizadas no Mato Grosso do Sul, e 14 vagas destinadas ao grande povo Guarani residente em outras localidades.

138 candidatos em Amambai

No total, 253 candidatos inscreveram-se no processo seletivo nas cidades polos de Amambai e Dourados. Este é o terceiro vestibular oferecido pela UFGD para o curso de Licenciatura Indígena. Em Amambai, é a primeira que são realizadas as provas; sendo que 138 participaram da seleção neste município e 115 em Dourados.

Entre os municípios com maior participação nas provas em Amambai, estão os de Amambai, Tacuru, Paranhos, Antonio João e Coronel Sapucaia, entre outros.
Para realizar as entrevistas e provas escritas, a UFGD disponibilizou uma equipe de 21 pessoas, coordenadas por Reinaldo dos Santos, coordenador do vestibular.

A Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Mbo’eroy Guarani Kaiowá tem na direção a professora Nídia Eliane Peixer. Para ela, a importância do vestibular ser realizado em Amambai está na valorização das comunidades indígenas da região. Desta maneira, diz Nídia, o acesso fica mais facilitado e os alunos têm mais possibilidades de participar.

Pouca evasão

Segundo Reinaldo, o curso de Licenciatura Indígena é um dos que tem menor evasão escolar. Em fevereiro de 2011, será formada a primeira turma, que iniciou com 60 e está sendo concluída com 53 acadêmicos.

Ele explica ainda que a procura pelo curso vem aumentando. “E é importante ter mais candidatos que vagas justamente para que possamos pleitear mais vagas”, diz o coordenador. Tanto o processo seletivo como o curso não têm custos para os alunos.

As provas

As Provas de Redação e Objetivas foram realizadas no dia 19, nas cidades de Amambai e Dourados, nos turnos da manhã e da tarde, respectivamente. Antes, houve a etapa de Entrevista Oral em Guarani, no dia 18 de setembro. Os resultados serão divulgados a partir do dia 27 de setembro de 2010.

O Curso de licenciatura Indígena tem sua estrutura organizada em módulos e suas aulas são concentradas em períodos pré-definidos com suas atividades realizadas em tempo integral. O tempo mínimo para integralização do curso é de quatro anos.

Puderam se inscrever para o Curso de Licenciatura Indígena os indígenas, portadores de Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou equivalente, das etnias Guarani ou Kaiowá residentes no estado de Mato Grosso do Sul ou ainda, Guarani como grande povo residentes fora do estado do Mato Grosso do Sul.

Da redação

Alunos indígenas de diversos municípios da região sul realizaram as provas do vestibular em Amambai.

Os professores Reinaldo dos Santos, da UFGD, e Nídia Peixer, da Escola Guarani de Amambai.

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