O debate entre os presidenciáveis realizado na noite deste domingo (26/9) pela TV Rercord deu mais uma oportunidade para os brasileiros constatarem que José Serra, candidato da Coligação “O Brasil Pode Mais”, tem a melhor visão sobre os desafios do Brasil nos próximos anos, sem ilusões com a euforia do momento e a propaganda ufanista do governo federal.
Além de Serra, participaram da discussão os candidatos Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Dilma Rouself (PT) e Marina Silva (PV).
Em sua primeira participação, Serra afirmou que merece uma oportunidade do povo brasileiro, pois já contribuiu com várias “ações permanentes para o Brasil”, citando a criação dos genéricos e do FAT – Fundo de Apoio ao Trabalhador, além do fortalecimento do BNDES e a elaboração da emenda que vinculou o PIS/Pasep ao Seguro Desemprego. “Foram conquistas definitivas”, ressaltou.
O candidato tucano chamou a atenção para as alianças perigosas que o país fez no campo diplomático: “O governo brasileiro tem se aproximado de regimes ditatoriais, como o Irã, que persegue mulheres e enforca opositores e jornalistas”. Para ele, são países que não têm nada a ver com o Brasil. “Nós não podemos aceitar que sejamos amigos de ditaduras”.
Questionado por Marina Silva, relatou suas principais ações na área social. Para ele, a primeira atitude é manter o crescimento de empregos, com uma economia sustentável, para que as pessoas tenham a real oportunidade de ascenção social e não precisem mais depender de Bolsas. “Não adianta a economia dar um voo de galinha. Eu tenho um projeto de uma economia forte”. O candidato afirmou que fortalecerá o Bolsa-Família, criando o 13º: “Aliás, o Bolsa-Família é uma criação do governo FHC – uma junção do Bolsa-Escola e do Bolsa-Alimentação”, lembrou.
O ex-governador citou que nenhum Estado gastou mais com a área social quanto São Paulo: “as áreas da Saúde e da Educação melhoraram muito”. E completou: “Vou reajustar o salário-mínimo para 600 reais e duplicar o aumento para os aposentados e pensionistas do INSS”.
Aparelhamento do Estado
Serra criticou a precarização do serviço público. “É importante ter empresas públicas sólidas, sem a precarização das relações de trabalho, como acontece atualmente com a Petrobrás e os Correiors”. Marina defendeu, como critérios para escolher servidores públicos, a ética, a técnica e por último a política, com o que Serra concorda. Tendo realizado concurso para mais de 100 mil servidores no governo de São Paulo, condenou o aumento vertiginoso do loteamento da administração públicaem nível federal. “São dois mil cargos públicos para atender interesses de senadores, deputados. É por isso que eu sou favorável a realização de concursos”, defendeu. Segundo o candidato, esse processo de “cabide de empregos” só prejudica aqueles que desejam trabalhar no serviço público.
Em seguida, Serra criticou a politização das agências reguladoras: “a Anvisa foi loteada por políticos parceiros deste governo, o que atrapalha o País: hoje, o tempo de aprovação dos genéricos triplicou, tirando os remédios das farmácias. Já os planos de saúde foram abandonados e aumentados em 20% acima da inflação”, afirmou o ex-ministro da Saúde.
Mérito
O tucano reafirmou que a escolha de sua candidatura não foi patrocinada por ninguém. “Eu sou candidato do PSDB escolhido pela minha história, pelas minhas posições”.
Fonte: Site Oficial José Serra

