A Comissão Técnica criada para elaborar uma legislação, que permita a conteção da proliferação desordena dos javalis em MS, inicia suas atividades nesta terça-feira, 5 de outubro, reunindo na Assembléia Legislativa representantes de órgãos ambientais, sindicatos rurais e a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). Depois que produtores da região de Rio Brilhante relataram o aumento da espécie exótica,perdas significativas na lavoura de milho, riscos sanitários para a suinocultura, criou-se o grupo em debate na Assembléia Legislativa, no dia 23 de setembro.
Como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) proíbe a caça dos javalis, o objetivo da Comissão é criar uma legislação proibindo a criação desses animais, bem como regularizar a caça. Segundo a representante da Famasul na Comissão, Janaina Pickler, a legislação permitindo o abate ordenado dos javalis é a solução mais viável para o problema. “Os produtores afetados tem grandes perdas. Nosso objetivo é encontrar soluções práticas que contornem os prejuízos econômicos, ambientais e principalmente sanitários que esses animais trazem com seu crescimento desenfreado”.
A discussão chegou à Assembleia Legislativa depois que o sindicato rural de Rio Brilhante organizou uma reunião para tratar do assunto. O deputado estadual e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, Paulo Correa, participou do evento e convocou a audiência pública. Em estimativa do próprio sindicato do município, só na região, as perdas ultrapassam R$ 1 milhão de reais. “Os produtores vem até nós para reclamar. Há casos de quem perdeu R$ 110 mil, outro R$ 200 mil com os ataques. A situação é grave, pois envolve números altos de prejuízo”, informa a coordenadora do sindicato, Adalgiza Regina Ramos.
A comissão que tratará da lei proibindo a criação de javalis será formada pela Assembléia Legislativa, Famasul, Ibama, Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Agência Estadual de Defesa Sanitária, Animal e Vegetal (Iagro), Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) e Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).
Fonte: Sato Comunicação
