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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

18 de outubro, dia do médico

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Em Amambai, a falta de especialistas é empecilho para o progresso da saúde. Levantamento revela que a média nacional é de um médico para 578 habitantes. Aqui a proporção é um médico para 2.000 pessoas.

O dia 18 de outubro foi escolhido como “dia dos médicos” por ser o dia consagrado pela Igreja Católica a São Lucas, que, segundo a tradição, era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antioquia (moderna Turquia), por volta do ano 51 DC.

A data é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos.
A reportagem do Amambai Notícias fez um levantamento sobre a situação dos médicos da cidade e a conclusão é que os atendimentos realizados em Amambai são importantes não só para a cidade, mas também para a região, já que o município é polo regional de saúde e atende pacientes vindos de outras cidades do cone sul.

Amambai conta hoje com 17 médicos de diversas especialidades, como cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, ortopedia, homeopatia e pediatria, sendo que os serviços mais procurados são na área de ortopedia e cirurgia geral. Segundo o secretario municipal de Saúde, Ednor Bampi, são feitas, em toda a rede médica de Amambai, publica e privada, cerca de 400 atendimentos por dia.

“A cidade tem médicos suficientes para atender a demanda, mesmo tendo falta de mais especialistas, mas todos os profissionais que atendem aqui são de excelente qualidade”, disse o secretario.

Rede de saúde pública e particular

O município de Amambai conta com dois hospitais, um particular e um público, responsáveis pela maioria dos atendimentos feitos à população, além dos seis postos de saúde que funcionam nas vilas.

A Casa de Saúde Divina Providência, da rede privada, conta com atendimento de 13 médicos e atendem cerca de 40 a 50 pacientes por dia. Além de contar com serviços de ultrassom, raios-X, mamografia, cirurgias por vídeo na parte de ortopedia, oftalmologia, ginecologia e anestesista.

Já no Hospital Regional que atende aos pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde) os atendimentos chegam a mais de 2.500 por mês.

No Hospital Regional, os pacientes têm oito médicos para prestar atendimento, sendo sete clínicos gerais e um ortopedista.

Opinião de especialista

Já na opinião do médico ortopedista Edinaldo Luiz de Melo Bandeira, o sistema médico de Amambai não vai tão bem assim. Segundo relato, os médicos de Amambai não tem o que comemorar, pois não há uma política de ajuda aos profissionais, sendo que na saúde pública há uma sobrecarga de trabalho e falta de especialistas, também não existe uma estrutura física adequada.
“A saúde pública deixa a desejar, já na particular, os pacientes que podem pagar são bem atendidos e tem todo o acompanhamento. Acho que o que os médicos têm a comemorar hoje é o fato de estarmos trabalhando, estarmos exercendo nossa profissão, mesmo sem o subsidio adequado”, disse.

A solução ideal, segundo Bandeira seria a contratação de mais profissionais de diferentes áreas da medicina, maior investimento em materiais e equipamentos além de melhorias na parte física do hospital e postos de saúde.

Em geral, o que se precisa e se espera da saúde, não só no município de Amambai é que o atendimento, os médicos responsáveis por ele e todo o acompanhamento seja eficaz, levando para a população um tratamento digno e que realmente beneficie quem procura o serviço.

E isso só será feito com políticas publicas sérias, voltadas para a comunidade e com governantes que priorizem a contratação de profissionais especialistas para que seja desenvolvido um trabalho concreto e responsável que atenda a todos independentemente de maneira eficiente.

Fernanda Moreira / Da Redação

18 de outubro, dia do médico

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