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terça-feira, 11 de agosto de 2026

UFMS conduz videoconferência sobre diagnóstico e tratamento da dengue

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O Ministério da Saúde realiza, na próxima quinta-feira (18), uma videoconferência sobre atendimento, diagnóstico e tratamento adequados de pacientes com suspeita de dengue. Profissionais de saúde de todo o Brasil poderão assistir gratuitamente à videoconferência, que está marcada para as 14 horas e tem duração prevista de duas horas. A palestra Aspectos do Manejo Clínico no paciente com Dengue será conduzida pelo infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e transmitida para todo o Brasil, a partir da sala da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em Brasília (DF).

Ao todo, 34 universidades integrantes da RNP e da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) estão com o evento agendado e confirmado em suas salas de videoconferência. Além delas, os Núcleos de Telessaúde e outras instituições de saúde que disponham de salas devidamente equipadas também poderão transmitir a palestra (instruções abaixo). Quem não puder comparecer às salas poderá acompanhar o curso pela internet, por meio dos sites da Rute ou do Canal Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz (instruções abaixo). Todos os participantes poderão fazer intervenções, com perguntas e comentários.

Entre os assuntos que serão abordados pelo infectologista estão os sintomas que podem levantar a suspeita da doença, testes de confirmação necessários, sinais de alarme (indicativos de que a doença pode evoluir para formas mais graves) e a conduta médica adequada para cada caso, conforme o quadro do paciente. Também será debatido o tratamento da dengue em grupos específicos de pacientes, como idosos, menores de 15 anos, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes. O palestrante Rivaldo Venâncio da Cunha é também pesquisador da Fiocruz.

Desafio

Saber diagnosticar e tratar a dengue adequadamente ainda desafia profissionais de saúde no Brasil. No âmbito da assistência ao paciente, a capacitação de médicos e enfermeiros interfere diretamente na qualidade do atendimento oferecido nas redes de saúde pública e particular. Por isso, o Ministério da Saúde tem investido nestas capacitações e, pelo segundo ano consecutivo, realizará a videoconferência.

“Este formato, com transmissão pela internet ou nos pontos de acesso, com participação gratuita, é uma forma de ampliar o número de participantes”, explica Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde. Ele reforça a importância da divulgação do evento em jornais, sites, rádios e televisões, com apoio das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e de entidades de classe, como os Conselhos Federais de Medicina e Enfermagem, a Associação Médica Brasileira e a Associação Brasileira de Enfermagem.

Diretrizes nacionais

As capacitações de profissionais de saúde são fundamentais para a efetiva implantação das Diretrizes Nacionais de Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. Elaborado em conjunto pelo Ministério da Saúde e pelos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) de Saúde, e lançado em junho de 2009, o documento traz orientações sobre como organizar as ações de controle da doença em cinco componentes: Assistência ao paciente, Vigilância epidemiológica, Controle vetorial, Comunicação e mobilização e Gestão e financiamento.

“Embora as Diretrizes estimulem a participação outros setores relacionados à infraetrutura das cidades, como abastecimento de água, coleta de lixo e rede de esgotos, a parte da assistência ao paciente diz respeito apenas ao setor saúde. Por isso, as capacitações de profissionais de saúde são uma prioridade para todo o Sistema Único de Saúde, pois um atendimento de qualidade pode reduzir sensivelmente o número de mortes por dengue no País”, explica Giovanini Coelho.

Segundo ele, tão importante quanto a organização dos serviços de saúde é a capacidade dos profissionais de diagnosticar e tratar a dengue adequadamente os pacientes. “Pelo fato da dengue ter sintomas inespecíficos, ela se confunde com várias outras doenças, e os sinais de alarme podem acabar passando despercebidos”, alerta o coordenador.

Sinais e sintomas de dengue:

  • Febre alta

  • Dor de cabeça

  • Dor no fundo dos olhos

  • Dor no corpo e nas juntas

  • Manchas vermelhas no corpo

Recomendação: Ir imediatamente à unidade de saúde mais próxima e não tomar medicamentos por conta própria.

Sinais de alarme: Dores abdominais e Vômitos. Qualquer tipo de sangramento, retornar imediatamente à unidade de saúde. A pessoa pode estar desenvolvendo uma forma grave da doença.

Mais informações através do atendimento ao cidadão, nos fones: 0800 61 1997 e (61) 3315 2425.

Fonte: Notícias MS

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