Três fazendeiros brasileiros, donos de um imóvel de 1,7 mil hectares situado em Villa Ygatimí, fronteira seca com Mato Grosso do Sul, queixaram-se nesta sexta-feira (19) da violência e dos prejuízos provocados por camponeses acampados à entrada da propriedade.
Em declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color, Darci Antonio Trevisan, Pedro Albano Schneider e Orlando Inácio Haberle negaram a existência de problemas na documentação e questionaram o modo de agir das 140 famílias de camponeses, que montam guarda e proíbem o ingresso dos donos à fazenda.
Segundo os produtores, ao não poder cultivar suas lavouras de soja e de trigo, as dívidas acumuladas com as instituições de crédito já chegam a US$ 2 milhões. Além disso, os camponeses teriam destruído cerca de 20 mil metros de alambrado, 900 hectares de trigo e roubado 20 cabeças de gado.
Os manifestantes, que encontram-se do lado de fora da propriedade e, por isso, não podem ser detidos ou desalojados, são ligados à Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas (MCNOC) e contariam, segundo a denúncia dos brasileiros, com a conivência de policiais e autoridades nacionais.
Tratoraço
Preocupados com o impacto do reajuste de 10% na tarifa do diesel, integrantes da Coordenadoria Agrícola do Paraguai (CAP) e da União dos Grêmios da Produção (UGP) devem reunir-se nesta segunda-feira (22), em Asunción, para anunciar medidas de protesto contra a decisão do governo.
A principal preocupação é o impacto do novo preço do diesel nos custos de produção. “A partir dos relatórios e sugestões dos técnicos, tomaremos uma decisão ante este aumento afeta todos os setores econômicos. Não descartamos um tratoraço”, afirmou Gerónimo Sánchez, presidente da CAP.
Por Guilherme Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com.br

