Amambai (MS) – Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a AIDS foi uma decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A data serve para reforçar a solidariedade e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS, visando mobilizar a opinião pública sobre a gravidade da doença.
A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.
Portanto, nesta quarta-feira, o mundo todo se volta para o problema da AIDS, buscando encontrar uma solução que reduza os casos da doença. É estimado que em todo o mundo o número de infectados pelo vírus passe dos 39 milhões de pessoas.
Em Amambai, o número de infectados pelo vírus está estabilizado há pelo menos três anos: são 39 casos confirmados, sendo que 15 casos necessitam ser medicados com o coquetel de medicamentos cedidos pelo governo federal, segundo informações da secretaria municipal de Saúde. O programa de combate a DST/AIDS de Amambai funciona há cinco anos e, hoje, está sob a coordenação da enfermeira Deborah Albrecht.
Segundo Deborah, a campanha de combate à AIDS em Amambai não tem um publico alvo, pois entre os infectados há pessoas de todas as faixas etárias e de ambos os sexos, e que são em sua maioria, mulheres.
Nesta quarta-feira, será distribuído material da campanha (folder explicativo e preservativos), durante todo o dia na Praça Coronel Valêncio de Brum, numa ação da Secretaria de Saúde de Amambai.
Deborah frisa ainda que, como diz a campanha de combate à AIDS, o vírus não escolhe classe sócia, sexo ou idade. “O que vale é a conscientização da população em relação à se prevenir e fazer os exames” diz a coordenadora.
O exame para detectar o vírus no organismo pode ser feito em qualquer pessoa, se requisitado por um médico ou durante a gestação, lembrando que quanto mais cedo descobre ser portador do vírus, a chance de se levar uma vida normal é grande.
Fernanda Moreira / Da Redação

