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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Regra para antibióticos prejudica pobres e farmácias, diz sindicato

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Vice-presidente do Sindicato das Farmácias de Mato Grosso do Sul, Nelson Fraide Nunes, discursou na sessão plenária da Assembleia Legislativa hoje contra regra da Anvisa (Nacional de Vigilância Sanitária) sobre a venda de antibióticos que começou a valer no dia 28 de novembro.

Pela regra, quem precisar comprar o remédio terá de apresentar na farmácia ou drogaria duas vias da receita e preencher informações como endereço e telefone. Uma das vias ficará retida no ponto de venda. A segunda será devolvida ao paciente com carimbo, para comprovar atendimento.

O dirigente afirma que tais determinações prejudicam as pessoas mais humildes, especialmente as que moram afastadas dos grandes centros e as farmácias que podem ver os lucros reduzidos. Ele cita que muitas pessoas não têm acesso a médicos para prescrever o antiobiótico com facilidade.

“Há lugarejos mais distantes onde não há médicos todos os dias. E aí se não tem receita não compra. E se houver risco de vida para a pessoa. O que é que a farmácia deve fazer? Se vender estará infringindo a regra. Se não vender pode ser acusada por omissão mais tarde”, cita.

A regra da Anvisa tem como objetivo reduzir o uso indiscriminado de antibióticos no País, algo que, de acordo com especialistas, favorece a resistência de bactérias aos medicamentos. Embora a apresentação de uma via da receita atualmente já seja obrigatória, a maior parte das farmácias descumpre a regra e vende livremente o produto.

Nunes avalia que a intenção da Anvisa é boa, mas veio no momento em que a saúde pública não está preparada. Segundo ele, era preciso primeiro ampliar o acesso da população ao sistema de saúde brasileiro.

O sindicado defende a suspensão da regra. Ele afirma que tal resolução pode até ser questionado no Judiciário pelas entidades que representar o setor de farmácias nacionalmente. Na Assembleia, ele pediu que as autoridades locais tomem providências sobre o assunto.

A venda de antibióticos representa 20% dos produtos comercializados nas farmácias. O Estado tem cerca mil estabelecimentos farmacêuticos empregando cerca de 4 mil pessoas.

Fonte: Midiamax

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