De olho nas eleições municipais fora de época que serão realizadas em Dourados até março de 2011, a militância petista sul-mato-grossense já se articula para repetir o bloco regional que disputou as últimas eleições em MS e afastar a possibilidade de “movimentos à direita”.
Mesmo com a reeleição de Puccinelli (PMDB) para o governo, as principais correntes partidárias do PT em Mato Grosso do Sul avaliam positivamente o desempenho das esquerdas na última disputa local e consideram importante a manutenção da última coligação estadual.
“Desde fevereiro, quando o PT fechou em torno da candidatura própria, nós conseguimos articular um palanque com 9 partidos, ampliamos a oposição na Assembleia fizemos prefeituras estratégicas e reelegemos um senador”, enumera Ananias Costa dos Santos, membro do diretório estadual petista e coordenador em MS da CNB (Construindo um Novo Brasil).
A CNB é a corrente política dentro do Partido dos Trabalhadores apontada como a mais influente neste momento. Integrada pelo próprio presidente Lula, deve ampliar os espaços partidários no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Ananias coordenou em MS a campanha de Zeca do PT para o governo e de Dilma para presidência.
Dourados
Para as eleições de Dourados, Ananias avalia que não há espaço nem para ensaio de qualquer “movimento à direita” por parte da militância petista. “Nós criamos um bloco político coeso e forte nas últimas eleições, e o caminho natural é irmos para a campanha em Dourados repetindo essa composição”, explica.
Segundo ele, as particularidades da campanha fora de época no segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul sequer permitiriam caminho diferente. “Dourados vive hoje uma ressaca política. As pessoas estão decepcionadas, e nosso bloco de oposição tem que continuar”, pondera.
“Hoje já temos colocados em Dourados alguns nomes, como o Murilo (DEM), o Geraldo (PMDB), o Elias Ishi (PT) e a Tatiana (PV). E não não vejo condições para qualquer atitude diferente. Uma aliança diferente, com um passo à direita, por exemplo, não seria palatável para a militância nem para o eleitorado”, analisa o coordenador da CNB.
Cargos Federais
Outro ponto de debate interno no PT é o destino dos cargos federais em Mato Grosso do Sul. “Nós tivemos algumas pessoas que não confiaram no nosso projeto político com a Dilma, e apoiaram o Serra. Então, agora, é óbvio que não podem continuar. A militância está atenta e temos o aval em Brasília para reforçarmos em MS um time coeso e alinhado ao projeto da presidente eleita Dilma Rousseff”, avisa Ananias.
Avaliação de Campanha
Através da corrente partidária do presidente Lula, os petistas sul-mato-grossenses estão sendo convocados para uma reunião de análise das últimas eleições em MS e avaliação de estratégias para o futuro. O evento acontece no próximo sábado (10) a partir das 9 horas, na sede da Anoreg, em Campo Grande.
“Nós sempre fizemos essas avaliações de campanha, e não vamos deixar a tradição. É um momento importante para firmarmos nossa oposição regional a um governo desgastado por denúncias graves”, conclui.
Fonte: Midiamax
