A Associação Cultural Casa Paraguaia de Amambai formou a segunda turma de alunos do Projeto Orquestra de Violões. A cerimônia de entrega dos certificados aos alunos aconteceu no anfiteatro da UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul), unidade de ensino de Amambai, neste sábado, 11.
Estavam presentes o presidente da Associação Casa Paraguaia, o contador José Almada de Ajala, um dos coordenadores da Associação, o advogado Odil Puques, familiares dos alunos e comunidade em geral, além de alguns mantenedores do Projeto, que conta com apoio de colaboradores para que seja mantida a infraestrutura do grupo, como o salário do professor e a compra de violões para os alunos que não têm o instrumento.
Na oportunidade, houve apresentação dos alunos do projeto Orquestra de Violões e também apresentação com o trio de músicos amambaienses, Juninho, Franciely e André. Eles moram em Campo Grande e fazem diversos shows pela capital e cidades vizinhas, sempre apresentando músicas regionalistas. “O que nós queremos é resgatar a tradição dos trios que cantam músicas regionais, em guarani e espanhol. Fazemos shows pelo Estado, levando a cultura da fronteira a todos os cantos”, disse André durante a apresentação.
Nas palavras de Odil Puques, o projeto Orquestra de Violões é importante não só pela questão cultural. “É um projeto cultural e social, pois além de resgatar a cultura regional, ainda oferecemos uma atividade pros jovens, afastando o risco de eles entrarem em caminhos errados”, disse Odil.
O projeto Orquestra de Violões funciona há dois anos na Associação Viva Vida Amambai (Centrinho), todos os sábados, das 13 às 17 horas. Participam da Orquestra de Violões crianças a partir de sete anos, até jovens de 18 anos, que não pagam nada para participar do projeto.
Histórico do Projeto
O Projeto da Orquestra de Violões nasceu da necessidade de se resgatar e fomentar a música regional. Idealizado e coordenado pela Associação Cultural Casa Paraguaia, o projeto buscou jovens que tivessem interesse tanto em aprender a tocar o instrumento, como também tocar em conjunto, em orquestra, as músicas que fazem parte da cultura fronteiriça como a polca, o chamamé e tantas outras.
O projeto iniciou-se em março de 2009, inicialmente com 20 alunos. Para tanto a associação contratou o professor Luciano Insarralde, de Coronel Sapucaia/Capitán Bado, que tem formação em conservatório musical e é muito respeitado no meio artístico fronteiriço.
Primeiramente, os membros da Associação Casa Paraguaia buscaram pessoas que pudessem contribuir com a aquisição dos instrumentos musicais, já que a maioria dos jovens integrantes do projeto são oriundos de famílias carentes, sem condições financeiras de adquirir um violão.
Como tudo na vida este projeto tem custos financeiros, sem apoio oficial, a solução foi se virar na base da ajuda mútua entre amigos, especialmente para pagar o salário do professor Luciano. Assim uma vez por mês, os coordenadores arrecadam a contribuição financeira de cada colaborador que ajudam espontaneamente, na medida da possibilidade.
A princípio as aulas aconteciam todos os sábados, das 14 às 17 horas na casa da dona Verônica que gentilmente cedia seu quintal. Muitos alunos desistiram no meio da caminhada, outros entraram. O fato é que 12 concluíram a primeira etapa do curso e se apresentaram pela primeira vez na 4ª Festa Paraguaia, realizada no dia 5 de novembro de 2009.
Depois disso, o grupo tem feito algumas apresentações pela cidade de Amambai, especialmente em eventos beneficentes e festas culturais.
Já neste ano de 2010, a coordenação do curso resolveu abrir novas vagas, mudando o local das aulas para o “Centrinho” uma associação que já tinha sido creche, mas que estava com o espaço ocioso. Assim, a turma dos novatos passou a ter aula das 13 às 15 horas e os “veteranos”, das 15 às 17 horas. No sábado, 11, foi formada a segunda turma com 25 alunos.
Da Redação

