O Brasil se tornou o nono principal parceiro comercial da China em novembro, graças principalmente à alta das vendas do país asiático para o mercado brasileiro.
De janeiro a novembro, o fluxo de comércio entre os dois países (exportação mais importação) soma US$ 56,7 bilhões, aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para ter uma ideia do incremento das relações comerciais entre os dois países, em 2007, o Brasil era o 19º que mais comercializava com a China e, em julho deste ano, entrou para o rol dos dez maiores parceiros, ultrapassando a Rússia. No mês passado, o Brasil passou a Índia.
O preocupante é que, embora o fluxo continue favorável ao Brasil, as exportações da China estão crescendo em um ritmo muito mais rápido que as importações.
As vendas chinesas para cá se expandiram em 78% nos 11 primeiros meses deste ano, o resultado mais forte entre os vinte maiores parceiros comerciais e mais que o dobro da média geral (33%).
Já a compra de produtos brasileiros avançou 33%, em um ritmo mais lento, portanto, que o da média das importações do principal motor da economia global: 40%.
Pelos critérios chineses, o Brasil tem superavit de US$ 12,7 bilhões com a China até novembro, ou US$ 1 bilhão a menos que em 2009.
As importações chinesas do Brasil são basicamente de commodities: o país é o principal comprador de minério de ferro e soja brasileiros. E as exportações são formadas por manufaturados, como celulares e telas de LCD.
Fonte: Famasul
