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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Operação especial intensifica fiscalização nas fronteiras do Estado

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A rodovias e estradas de Mato Grosso do Sul estão mais protegidas. Uma operação especial do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) colocou, desde ontem (15), todos os policiais para fiscalizar áreas próximas ao Paraguai e Bolívia.

As férias de todo o efetivo do DOF foram suspensas e até o dia 14 de janeiro os trabalhos serão intensificados. O motivo é o aumento do número de veículos durante o final de ano. As compras nos países vizinhos, grande atrativo da fronteira do Estado, explicam o movimento intenso na região. São mais automóveis a serem revistados, com mais objetos no interior, onde drogas e armas podem estar escondidas.

“Com o período de férias e o 13º salário, o fluxo de pessoas que querem comprar e presentear no Natal é muito grande. Por conta disso, todos do Departamento estão trabalhando, todas nossas forças voltadas para o período de fim de ano”, afirma o diretor do DOF, coronel Joel Martins dos Santos.

De acordo com Santos, além de combater os crimes mais comuns da região de fronteira, esta operação colabora ainda com o policiamento urbano, conjunto com outras Polícias, na segurança do comércio em geral, agências bancárias e à população. “Há mais dinheiro em circulação nessa época. Nossos esforços visam a criminalidade em geral”, diz.

Com cerca de 750 quilômetros de extensão, a fronteira seca de Mato Grosso do Sul é a porta de entrada do contrabando de drogas, armas, agrotóxicos e produtos piratas. “Além da vasta área, que facilita para o meliante, o aumento de veículos faz o desafio ser dobrado, porque dificulta o trabalho. Mas o DOF realiza fiscalização itinerante e o mais importante é que a maioria se concentra nas estradas vicinais, já que a Polícia Federal e Estadual já cobrem as rodovias maiores”, explica o coronel.

“Todo o efetivo intensifica a fiscalização no final do ano”, diz diretor do DOF

Agrotóxicos

Práticas de contrabando na fronteira do Estado com Paraguai e Bolívia incluem os agrotóxicos. Os produtos chegam a ser comercializados a um preço dez vezes mais barato que os fabricados no Brasil. Por não estar sujeito a testes, podem causar danos à saúde e ao meio ambiente.

Segundo o diretor do DOF, os produtores que vão ao Paraguai atraídos pelo baixo valor do agrotóxico adquirem um produto sem qualquer fiscalização ou controle, que pode até resolver o problema da lavoura, mas apresenta uma série de riscos à própria cultura, ao trabalhador e a quem consumir.

A prática cresce a cada ano e os números mostram o aumento em comparação ao ano passado. Segundo dados da DOF, em 2009 foram apreendidos 117 quilos de fungicidas, enquanto que este ano, até o mês de novembro, já são 175 quilos, representando um acréscimo de 49%. Apenas 1 quilo de herbicida foi pego em 2009, contrastando com 260 quilos até o momento. Aumento considerável também entre os inseticidas, com 48 quilos apreendidos no ano anterior e registrando 389 quilos até último novembro – acréscimo de 710%.

Drogas, pneus e pirataria

Este ano a fiscalização mais intensa retirou das mãos de contrabandistas 36% a mais de maconha. Em 2009, cerca de 8,6 mil quilos foram apreendidos contra os 11,7 mil quilos confiscados até novembro último. Já os flagrantes com cocaína, haxixe e crack, sofreram redução.

Cerca de 36 mil CDs piratas também não alcançaram o destino final de venda em 2009. Até novembro deste ano, o número mais que dobrou. Já são 84,4 mil unidades apreendidas, o que representa um aumento de 134%. Entre os DVDs, expressivo acréscimo de 446%. Aproximadamente 51,5 mil unidades em 2009 contra 281 mil apreendidos só este ano.

Os pneus, apesar de permitido trocá-los nos países vizinhos e retornar ao Brasil com os mesmos rodando, no ano passado o DOF retirou de circulação 1.985 unidades de novos e seminovos. Até novembro deste ano, 8.799 unidades já foram apreendidas, o que indica acréscimo de 343%.

O DOF informa que há um trabalho de observação e controle para evitar exatamente que burlem a lei devido a permissão limitada. “Já detectamos algumas carretas e carros que faziam três, até quatro viagens em um curto espaço de tempo. Se descobrimos que o condutor está comprando pneus fora do País, retornando ao Brasil e realizando a compra novamente logo após trocá-los por outros usados, autuamos o condutor e encaminhamos o veículo à Receita Federal”, conta o coronel.

Fonte: Notícias MS

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