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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Estudos preparatórios de Portinari para os painéis Guerra e Paz serão mostrados em SP

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Os 180 estudos preparatórios que o pintor modernista Candido Portinari fez durante quatro anos para os painéis Guerra e Paz serão reunidos pela primeira vez no Brasil, procedentes de diversas coleções particulares no país e no mundo. A exposição deverá ficar aberta em São Paulo nos meses de julho e agosto de 2011.

Considerado a obra-prima de Portinari, o trabalho volta a ser exposto hoje (21) no Theatro Municipal do Rio. Eles foram oferecidos de presente pelo governo brasileiro à sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, em 1956, e não voltaram a ser vistos pelo público nacional.

Em São Paulo, as obras integrarão a maior exposição sobre Portinari no país, reunindo outros quadros do pintor, informou seu filho, João Candido Portinari, responsável pelo projeto. Os estudos preparatórios nunca foram vistos em seu conjunto, “e muito menos com os painéis”, disse ele.

Por sua magnitude, a mostra deverá ser montada no Pavilhão de Exposições OCA, no Parque Ibirapuera. O local está capacitado para receber mais de 100 mil pessoas em cada fim de semana. O projeto está sendo desenvolvido em sintonia com o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Antes que os painéis retornem à ONU, em agosto de 2013, eles serão mostrados em vários países. João Candido informou que a primeira cidade, depois de São Paulo, onde a obra-prima de Portinari poderá ser apreciada será Paris, na França, ou Veneza, na Itália. “Isso encerraria o ano de 2011”.

Em 2012, há três itinerâncias planejadas: o Museu da Paz, em Hiroshima, no Japão; o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), em Genebra, na Suíça; e Oslo, na Noruega.

João Candido está buscando patrocínio da empresa norueguesa de petróleo Statoil para que o Prêmio Nobel da Paz de 2012 seja entregue no local da exposição dos painéis Guerra e Paz.

“O presidente da Statoil classificou a idéia de esmagadora e se entusiasmou, porque a Noruega tem uma cultura de paz”. João Candido acrescentou que, do ponto de vista simbólico, talvez essa seja a iniciativa que “tem um impacto máximo, que é o de vincular a mensagem brasileira pela paz de um pintor brasileiro com o Prêmio Nobel da Paz norueguês”.

Fonte: Agência Brasil

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