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domingo, 9 de agosto de 2026

MS pode ter mais de 1,1 mil casos de dengue

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O terceiro boletim de ocorrência da Secretaria de Saúde do Estado aponta que há 1.133 notificações de dengue em Mato Grosso do Sul. Os dados foram divulgados no final de semana e são correspondentes dos dia 1º a 22 de janeiro deste ano.

O levantamento considera os registros de 72 municípios; seis não repassaram informações sobre às notificações, segun-do a Secretária. Oito cidades são consideradas prioritárias em relação à dengue: Bonito, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Ponta Porã e Três Lagoas.

Do total de notificação, 57% dos casos foram registrados em Campo Grande. Segundo o boletim, a capital tem até ago-ra 649 casos. Por ser uma das oito cidades consideradas como risco, o problema torna-se maior com a greve dos agentes responsáveis pelo controle de epidemiologias. Eles estão em paralisação há 25 dias.

Em segundo lugar, com 49 notificações, estão as cidades de Paranaíba e Rio Verde de Mato Grosso. O mapeamento da saúde mostra que essas cidades, juntamente a Campo Grande, Água Clara, Nova Alvorada do Sul, Bandeirantes, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste tem risco muito alto de terem epidemia.

Na terceira colocação está Naviraí (35 casos), seguido de Ribas do Rio Pardo (32), São Gabriel do Oeste e Corumbá (31), e Dourados (28). Dos 78 municípios, 29 não tiveram notificações da dengue. Outras 12 tiveram entre 1 e 2 casos. Nenhuma morte foi registrada no Estado.

Em Dourados, onde o Centro de Controle de Zoonoses detecta notificações, são realizados o serviço de borrifação numa área de nove quarteirões. Vários bairros já tiveram esse atendimento: Jardim dos Jequitibás, Ouro Verde, Independência, Parque das Nações I, Canaã IV, Monte Alegre, Monte Líbano e BNH 3º Plano, entre outros.

Preocupação

Mato Grosso do Sul registrou na semana passada a primeira suspeita de dengue do tipo 4. O caso foi registrado em Campo Grande. A preocupação com o vírus da dengue tipo 4 existe porque no Estado circula apenas os tipos 1, 2 e 3. Es-tes vírus já não têm resistência para provocar uma epidemia. Já o tipo 4, que não aparece no Brasil há quase 30 anos, é um forte “candidato” a disseminar a doença.

Fonte: Jornal O Progresso

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