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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Justiça gasta mais que candidatos na eleição de Dourados

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O eleitor douradense volta às urnas para escolher o prefeito que vai terminar o mandato interrompido depois da prisão e da renuncia do ex-prefeito Ari Artuzi, pego pela Polícia Federal desviando recursos públicos naquele que é considerado o maior escândalo político do município de todos os tempos.
Quatro candidatos se colocaram na disputa, mas a campanha de pouco mais de mês não empolgou o eleitor e pelas ruas da cidade pouca coisa lembra que estamos às vésperas de uma eleição. Como não houve a contratação de cabos eleitorais a movimentação ficou por conta apenas de representantes de partidos. A divulgação maior ficou por conta dos programas de televisão de rádio e televisão e com as reuniões e caminhadas realizadas pelos candidatos com a presença discreta de assessores e colaboradores.

Para fazer todo o processo da nova eleição a Justiça Eleitoral calcula um gasto em torno de R$ 330 mil. O montante supera o valor investido pelos quatro candidatos. Como era previsto, o que mais gastou foi o democrata Murilo Zauith que disse ter investido cerca de R$ 150 mil. O candidato do Partido da Mobilização Nacional, Antonio Valeretto que teve quase toda a campanha bancada pelo partido estima um gasto de R$ 50 mil. José Araújo do PSOL e Geraldo Sales do PSDC foram os mais econômicos. Segundo eles suas despesas todas não alcançaram os R$ 10 mil.

Para acompanhar a eleição e o trabalho de mais de 1500 mesários e dos servidores da justiça eleitoral, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, desembargador Josué de Oliveira, está em Dourados. Ele veio ver de perto a votação e o processo de apuração. Ele deve fazer o anuncio do resultado final até por volta das oito horas da noite.

Todos os eleitores douradenses são obrigados a comparecer às urnas neste domingo. Mesmo assim a expectativa é de que a abstenção seja a maior dos últimos tempos. De acordo com o promotor de Justiça, Paulo César Zeni, quem não puder comparecer para votar tem dois meses para justificar a ausência. Do contrário, o eleitor terá restritos seus direitos. Ficará impedido de assumir concurso público, requerer passaporte, entre outros.

Dourados News

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