Os presidentes dos 70 sindicatos filiados a Fetems decidiram em Assembléia na sexta-feira, 11, realizar uma paralisação de alerta no dia 16 de março.
A ação servirá como protesto em relação ao índice de reajuste salarial de 6% concedido pelo governo do Estado para este ano.
A data foi escolhida para lembrar os três anos da promulgação da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei 11.738/2008), que regulamenta o piso nacional dos professores da educação básica.
Segundo o secretário de Finanças da Fetems, professor Roberto Botareli,o principal motivo pela decisão de não instalar greve neste momento é que o governo do Estado reabriu as negociações com a categoria.“Tínhamos um indicativo de greve, mas o governo reabriu a negociação conosco”, explica Roberto.
A Fetems havia sinalizado, em dezembro, indicativo de greve para o início deste ano.
Já a presidente do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), de Três Lagoas e Selvíria, Elaine de Sá Costa, diz que, em sua região, foi votada a manutenção de manifestação em torno da valorização do professor.
No entanto, ela não descarta uma futura paralisação.“Hoje o governador está em Três Lagoas entregando notebooks para os melhores alunos, mas, essa premiação só existe por conta do trabalho dos professores”, afirma.
Já o presidente do Simted de Aquidauana, Francisco Tavares, espera que o governo mantenha a posição de negociar com a categoria. “Nós votamos não pelo indicativo de greve justamente porque as negociações com o governo não estão fechadas. Que este diálogo continue”, pontuou.
FETEMS com Cgnews
