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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Profissionais de comunicação de Amambai participam de 1º Colóquio de Jornalistas

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Os profissionais de comunicação social, jornalista José Luiz Nunes Moreira e Viviane Viaut e a estagiária Fernanda Amaral Moreira participaram na última sexta-feira, 18, em Dourados, do 1º Colóquio de Jornalistas da Região da Grande Dourados. Os três atuam na Moreira Produções, empresa de Amambai da área de comunicação social e responsável pelo jornal eletrônico Amambai Notícias. A jornalista Raquel Fernandes, igualmente de Amambai, também esteve participando do Colóquio.

O evento, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados (Sinjorgran) em parceria com a Unigran, e realizado nesta instituição de ensino superior, reuniu jornalistas, profissionais e acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Mesa Redonda

Na oportunidade, a mesa redonda foi formada pelo presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder; pelo professor-doutor do curso de Jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e membro da Comissão Nacional de Ética da Fenaj, Gerson Martins; pelo presidente do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados) e vice-presidente regional Centro-Oeste da Fenaj, Luís Carlos Luciano; pelo diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS), Geraldo Duarte Ferreira; e pelo jornalista Helton Costa. A mediação esteve a cargo da coordenadora do Curso de Jornalismo da Unigran, Maria Alice Campagnoli Otre. A pró-reitora da Unigran, Maria Basé, também esteve presente no evento que representou a aula magna do Curso de Jornalismo.

Tema

O tema central foi “Os Jornalistas de Olho no Furacão” inspirado nas Operações Owari, Brother e Uragano desenvolvidas em Dourados respectivamente em julho de 2009 e setembro de 2010 pela Polícia Federal e Ministério Público desmantelando o esquema de corrupção instalado na prefeitura local e prendendo as principais autoridades políticas, secretários, servidores e empresários.

Mau Jornalismo x Bom Jornalismo

Em sua fala, Celso Schröder abordou sobre a ética da profissão afirmando que “o que a sociedade rejeita é o mau jornalismo”. Segundo ele, o mau jornalismo é aquele explora a espetacularização – submissão do jornalismo ao público; a privatização do jornalismo em defesa de somente alguns; a banalização do conteúdo; a irresponsabilidade e o jornalismo oficialesco. Para o presidente da Fenaj, o bom jornalismo é aquele que existe em função de um contrato de credibilidade, que está dizendo a verdade. “A ética é o que garante o jornalismo”, falou Schröder.
O jornalista falou ainda sobre as razões para a garantia do diploma para o exercício da profissão, questão que está sendo atualmente debatida no Congresso Nacional. “O jornalismo não é um emprego, não é um hobby, é uma profissão.”, disse Celso. Ao final, ele concluiu: “A minha fé nesse país e no mundo passa necessariamente pelo jornalismo”.

Conhecimento

Para o professor-doutor do curso de Jornalismo da UFMS, Gerson Martins, fazer jornalismo é muito mais do que ter a técnica de escrever bem, envolve filosofia, sociologia, antropologia e ética, por exemplo. “A profissão de jornalista está segmentada na produção de informação que envolve a técnica e todo conhecimento necessário para compreende RO universo do tema abordado”, falou Gerson.

Sinjorgran

Luís Carlos disse que a proposta do Sinjorgran foi justamente estimular essa reflexão e Geraldo reforçou a necessidade do jornalista ter orgulho da profissão.

O jornalista Helton apresentou uma pesquisa quantitativa no âmbito local baseada nos três principais sites locais e jornais impressos de Dourados versando sobre as matérias envolvendo a Operação Uragano, desenvolvida em setembro de 2010 em Dourados e que culminou com a prisão e afastamento do prefeito e seu vice, secretários municipais e vereadores. A professora Maria Alice disse ao final que ficou a lição de esperança para que cada um cumpra a sua parte no aspecto ético.

Para o jornalista José Luiz Moreira, participar do 1º Colóquio foi uma oportunidade de ampliar a formação e a informação. “O palestrante principal, o Celso Schröder, presidente da Fenaj, é o que pode apresentar melhor o panorama atual da profissão”, disse José Luiz. Foi uma oportunidade, concluiu ele, de se manter atualizado, informado e em contato com profissionais da região.

Da Redação

No canto inferior direito, os jornalistas José Luiz e Viviane no evento em Dourados.

A mesa de debatedores e organizadores do 1º Coloquio.

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder.

O presidente do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados) e vice-presidente regional Centro-Oeste da Fenaj, Luís Carlos Luciano.

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