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sábado, 29 de agosto de 2026

Para Marisa, Governo “finge combater a inflação fazendo arrocho do mínimo”

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Brasília, DF – Para a senadora Marisa Serrano, o Governo Dilma tem usado falsamente o argumento da responsabilidade fiscal para “promover um dos maiores arrochos do salário mínimo da história do País”. Para ela, justificar os R$ 545,00 como forma de se combater o crescimento inflacionário não se sustenta porque há inúmeros instrumentos mais eficazes para se fazer isso “sem prejudicar os trabalhadores”.

“Mais uma vez debitam-se nas costas dos trabalhadores os erros cometidos no passado. A proposta do governo de estabelecer o salário mínimo em R$ 545 é a velha lógica de jogar nas costas dos mais fracos o ajuste das contas públicas. Esse descontrole é consequência da irresponsabilidade e da imprevidência daqueles que tinham como meta vencer eleições a qualquer preço”, afirmou.

Marisa Serrano assinalou que o salário mínimo proposto pelo governo terá uma defasagem de valor em relação à inflação de 1,3% no momento em que chegar às mãos do trabalhador. Diante disso, ela afirmou que o governo não poderá sustentar o discurso de que está fazendo uma política de combate à pobreza.

“Não se trata apenas de uma contradição, mas de uma perversidade inominável com os trabalhadores e aposentados. É mais fácil cortar dos assalariados do que ir ao cerne da questão, reduzindo mordomias, cargos comissionados, gastos abusivos de custeio, despesas inúteis de uma estrutura administrativa pesada e ineficiente, além de tantas outras despesas que fazem parte do dia a dia do governo” reiterou a senadora.

A senadora lembrou que o Tesouro vem tomando emprestado do mercado, por meio de emissão de títulos públicos, recursos que remuneram os investidores a 12% ao ano, ao mesmo tempo em que empresta, através do BNDES, o mesmo dinheiro cobrando 8% anuais. “Esse subsídio custará ao País mais de R$ 100 bilhões e o Governo ainda alega que os gastos com trabalhadores e aposentados é que são elevados”, critica Marisa.

A senadora disse que na sessão desta quarta-feira (23/02) vai manter-se alinhada à proposta de reajuste do mínimo de R$ 600,00. . Para a tucana, o governo inverteu o discurso do período eleitoral e agora contradiz as promessas de campanha.

“A lógica era a do aumento da renda, do fortalecimento do mercado interno, do estímulo ao consumo e do fortalecimento da classe C; agora, o Governo ‘esquece’ o que disse meses atrás e, afrontando o Congresso, promove uma inversão da política de ganhos salariais que vem desde a época de FHC”, salientou

Mínimo no Senado

A senadora pelo Mato Grosso do Sul criticou a intenção de fazer a política de reajuste do salário mínimo passar a ser feita por decreto presidencial. “Permitir isso é se ajoelhar diante da vontade arbitrária da presidência da república. É ceder perigosamente em favor do autoritarismo. O Congresso não pode abrir mão do direito constitucional de discutir o assunto. A democracia não pode correr riscos diante da vontade tecnocrática de alguns e da vocação autoritária de outros”, afirmou.

Marisa ainda afirmou que o Congresso não pode “dar um cheque em branco para o Executivo, em se tratando da vida de milhões de trabalhadores”.

Assessoria de Imprensa

Para Marisa, Governo “finge combater a inflação fazendo arrocho do mínimo”

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