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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Agrícolas despencam depois de terremoto no Japão e dados da China

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O mercado de commodities agrícolas está despencando nesta sexta-feira frente aos acontecimentos e informações vindos da Ásia nesta sexta-feira.

O milho já chegou a operar no limite de baixa e a soja recua quase 40 pontos na Bolsa de Chicago no pregão de hoje. Em Nova York, açúcar, algodão, café e suco de laranja também operam no vermelho.

Na China, a inflação ultrapassou as previsões e as informações já sinalizam a possibilidade de novos ajustes econômicos no país. A inflação manteve-se em 4,9% e pode subir ainda mais nos próximos meses.

Como explica o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da XP Investimentos, os dados chineses se aderem à visão de demanda mais fraca no país, embora discutível no que tange às commodities agrícolas, pressiona siginificativamente os preços.

Paralelamente, o Japão foi atingido pelo maior terremoto da história do país. O efeito, de 8,9 graus, arrasou várias áreas do nordeste da nação e provocou um tsunami de 10 metros de altura que devastou casas, prédios e áreas agrícolas. Segundo os últimos números da imprensa japonesa, o número de mortos já passa de 50.

O terremoto que arrasou o Japão nesta sexta-feira também gera pressão no mercado econômico, inclusive nas commodities agrícolas.

“O mercado já estava sensível à notícias ruins, com os acontecimentos de hoje, a situação piorou muito”, explica Lorenzet. O analista diz ainda que o impacto, além do real, gera o fluxo de fundos para outros ativos que não commodities, principalmente moedas.

“De fato, o Japão é um importante importador de agrícolas, mas, na prática, o impacto maior é o aumento da aversão ao risco, que já estava elevada”, enfatiza.

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), o vencimento maio, referência para a safra brasileira, era cotado a US$ 13,18 por bushel, recuando 37,50 pontos. O mesmo contrato, para o milho, valia US$ 6,60/bushel, recuando 22,50 pontos.

Refinaria da Petrobras no Japão funciona normalmente
Reuters

A Petrobras informou nesta sexta-feira que a sua refinaria na ilha de Okinawa, no Japão, não foi atingida pelos abalos produzidos pelo terremoto de 8,9 graus que sacudiu o país.

A empresa disse, porém, que o escritório da companhia em Tóquio teve que ser esvaziado devido aos temores e que não há nenhum funcionário ferido

Fonte: FAMASUL

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