O prefeito Dirceu Lanzarini participou na tarde da última segunda-feira, 14, na capital do Estado, Campo Grande, de uma reunião na sede da Assomasul – Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul – juntamente com outros prefeitos, membros da bancada federal e com o governador André Puccinelli.
A pauta principal da reunião foi à união de forças em favor das cidades atingidas pelas fortes chuvas que aconteceram no estado recentemente, prejudicando diversas pontes e estradas, chegando até a afetar a escoação de grãos dos municípios.
Tanto o governador André Puccinelli quanto os integrantes da bancada federal defenderam a união da classe política na tentativa de convencer o governo federal a liberar recursos emergenciais compatíveis com a realidade de cada município.
Coordenador da bancada federal, o senador Delcídio do Amaral (PT) lamentou o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União deste ano, o que prejudicou as emendas parlamentares. No total, Mato Grosso do Sul perdeu R$ 101 milhões como parte de emendas de bancada.
“Não é bom cortar orçamento, ninguém gosta. O mundo enfrentou uma crise e o governo brasileiro tomou medidas para contrabalancear, mas evidentemente a realidade é outra. Fui relator do orçamento e sei que não é tarefa fácil fazer os ajustes no governo da presidente Dilma”, discursou o petista, ao prometer empenho na tentativa de convencer o governo federal a mudar de ideia.
A senadora Marisa Serrano (PSDB) disse reconhecer que o momento é dos mais difíceis, mesmo porque, segundo ela, se o governo está promovendo cortes é porque está sinalizando que a situação não está boa.
Apesar disso, a tucana garantiu que a bancada federal está unidade para atuar em favor dos prefeitos. “O que vocês pedirem é o que vamos reivindicar”.
“Temos de chamar a responsabilidade para si. Lamentavelmente esse problema não só acontece com Mato Grosso do Sul, aconteceu com o Rio de Janeiro e com o Rio Grande do Sul. Vai vir mais recursos, mas é preciso uma grande mobilização”, conclamou o senador Waldemir Moka (PMDB), aproveitando para pedir pressão total das entidades municipalistas, como a Assomasul, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) e FNP (Frente Nacional de Prefeitos.
Moka observou que, além de verbas emergenciais, os municípios precisam de dinheiro novo, lembrando que até mesmo recursos já empenhados em anos anteriores pelos mesmos problemas, ainda não foram liberados devido à burocracia.
Estiveram presentes, além do governador e os três senadores, a vice-governadora Simone Tebet (PMDB), os deputados federais Antonio Carlos Biffi (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB), Fábio Trad (PMDB), Edson Giroto (PR), Geraldo Resende (PMDB) e Marçal Filho (PMDB), deputados estaduais Professor Rinaldo (PSDB), Eduardo Rocha (PMDB), Márcio Monteiro (PSDB), Mara Caseiro (PTdoB), além de secretários de Estado.
Da Assessoria

