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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Promoção de pizza colabora com a saúde de um dos melhores alunos de Amambai

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Ele é um dos melhores alunos de Amambai. O reconhecimento público veio com o notebook que ele ganhou do governo do Estado por ter sido o melhor aluno em 2010 do 3º ano do Ensino Médio da escola estadual Cel. Felipe de Brum. Ele estuda em casa, sabe muito de informática. Lê bastante e navega na internet adquirindo conhecimento. Quer ser publicitário.

O perfil é de Marlon de Arruda Antunes, 18 anos, morador em Amambai, filho de Celso Antunes e Gilda Pavão de Arruda Antunes. Por ter uma doença genética muito rara, ele não sai de casa, precisa de cuidados constantes e qualificados.

Para ajudá-lo e à sua família a vencer os desafios da doença é que um grupo de pessoas destina parte de seu tempo a realizar anualmente uma campanha de venda de pizzas. A promoção, que acontece desde 2004, é muito importante e tem auxiliado bastante a família do jovem.

A promoção

Segundo Valdenize Fernandes da Silva, conhecida como Denir, “madrinha de Marlon” e organizadora da promoção, é de grande importância que as pessoas participem da campanha, pois é com o dinheiro arrecadado que a família de Marlon consegue manter tanto a medicação quanto a alimentação especial das quais ele precisa.

Para Denir, a ajuda da população de Amambai é importante. “A população colabora mesmo, as pessoas são solidárias, e isso é importante”, diz Denir. Ela explica ainda que a ação, que começou em 2004, é toda regulamentada. “Nós registramos em cartório todo o projeto de ajuda, existe o grupo que trabalha na doação e no dia de fazer as pizzas cerca de 12 voluntários ajudam a fazer e entregar, mas toda ajuda é bem vinda”, completa.

A promoção de pizzas em prol do tratamento do Marlon será realizada no dia 16 de abril, das 10 às 18 horas ao lado do Credbai, na Avenida Pedro Manvailer, ao lado da Farmácia do Povo. O valor das pizzas é de R$15,00. Reservas e aquisições de pizzas e mais informações pelo telefone 9664 – 1039, com Denir.

A doença

Filho único, Marlon nasceu portador de ‘epidermólise bolhosa distrótica’, uma doença de origem genética bastante rara e que atinge a pele e os órgãos internos, criando bolhas d’água. Segundo a mãe de Marlon, Gilda Pavão de Arruda Antunes, o rapaz, que hoje está com 18 anos, já passou por várias etapas da doença onde diferentes partes do corpo foram atingidas. O tratamento para a doença é feito a base de medicamentos e alimentação especial, feita principalmente de alimentos integrais.

O diagnóstico e o início do tratamento de Marlon começaram em São Paulo, mas hoje ele se trata em Campo Grande e Dourados, o que diminuiu um pouco as despesas com viagens. Para Gilda, a dificuldade ainda é quanto à parte financeira. “Nós recebemos muita ajuda, mas a alimentação do Marlon é cara e os remédios também, e ainda tem as viagens que fazemos com ele para o tratamento, então a ajuda de todos que colaboram é necessária”, diz a mãe, que é funcionária da área de educação de Amambai, mas está afastada para tratamento médico.

O Futuro

A mãe de Marlon diz que ele terminou o ensino médio estudando em casa e pretende seguir estudando e fazer faculdade de Publicidade. “Ele terminou o ensino médio no ano passado, tinha aulas em casa mesmo, ele é um ótimo aluno e é bastante dedicado e quer muito fazer Publicidade, mas por motivos financeiros, ele terá de esperar mais um pouco, até porque, o curso precisa ser à distância”, conta Gilda.

Gilda disse ainda que as doações recebidas já ajudaram muito a melhorar a vida do filho. “Em 2007 o Marlon ganhou um terreno no residencial Por do Sol, ganhou também todo o material de construção e a mão de obra; é a casa onde nós moramos hoje. No começo as doações eram esporádicas, hoje existe essa campanha das pizzas, que sempre arrecada valores que ajudam a suprir as necessidades”, diz Gilda.

“Hoje, se o Marlon tem uma vida mais saudável e digna, primeiro devemos agradecer a Deus que deu vida pro meu filho, e depois aos amigos e colaboradores que nos ajudam tanto, que fazem as campanhas e doações […] e é muito importante para nós, pois podemos nos dedicar mais a cuidar do Marlon, porque é um cuidado necessário 24 horas por dia”, completa Gilda.

Fernanda Moreira / Da Redação
Com edição de Viviane Viaut

Marlon e sua mãe Gilda recebendo o notebook no início de fevereiro deste ano.

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