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terça-feira, 7 de abril de 2026

MS deve produzir 40 milhões de toneladas de cana nesta safra

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Neste início de safra, os produtores de Mato Grosso do Sul já colheram 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Isso representa mais de 10% da produção estimada para este ano. A meta é terminar o corte até o final de novembro, antes do período das chuvas. Quem investiu no setor sucroalcooleiro tem bons motivos para estar satisfeito porque a safra promete ser a maior de todos os tempos no estado.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) os produtores do estado devem colher mais de 40 milhões de toneladas, 22% a mais do que na safra anterior.

“Mato Grosso do Sul vem num processo de crescimento acima da média nacional. A gente tem várias unidades no estado que se instalaram há pouco tempo e que estão consolidando os seus canaviais, então, é natural que esse processo de crescimento ocorra. Existe um ambiente favorável ao nosso setor no estado, uma boa oferta, boas terras e esse crescimento deve continuar por mais algum tempo”, analisa o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de MS (Biosul), Roberto Hollanda.

Essa é a aposta dos grupos empresariais que investiram no setor nos últimos anos. Das 20 usinas em funcionamento no estado, onze entraram em operação nas últimas três safras e outras três indústrias devem ser abertas ainda este ano.

A usina Santa Luzia, no município de Nova Alvorada do Sul, a 100 quilômetros de Campo Grande é uma das maiores. Em apenas um dia, a unidade processa 21 mil toneladas de cana, produz 1,6 milhão de litros de álcool e gera energia suficiente para abastecer uma cidade com 170 mil habitantes. Os planos dos acionistas para as duas unidades na região são ousados.

“Até 2014 nós iremos para 12 milhões de toneladas, com mais um incremento. Vamos passar a unidade da Santa Luzia para seis milhões e também vamos fazer um programa de investimento na unidade Eldorado, ampliando para seis milhões de toneladas de cana :moída’., afirma o gerente da Santa Luzia, Antônio Ailton de Andrade.

Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados que mais produzem cana-de-açúcar e tradicionalmente, a maior parte da safra é destinada a produção de etanol. Um dos motivos é a grande procura por esse tipo de combustível.

Produção

A remuneração paga pela indústria sucroalcooleira está bem maior do que nas safras anteriores. De acordo com o produtor rural Janes Aires, pela tonelada da cana ele está recebendo R$ 47, quase 30% a mais do que na safra passada.

“A cana hoje é vive um bom momento. Pagam um bom valor pelo produto, então o proprietário ganha mais. Além disso as terras são recuperadas e também evitamos a erosão do solo, explica o produtor.

Mão-de-obra

E meio ao crescimento, o setor enfrenta um desafio: conseguir mão-de-obra qualificada.

“Hoje nas indústrias nós temos vagas disponíveis mas o trabalhador tem que estar qualificado para ingressar no mercado. Uma das possibilidades para essa qualificação é o Senar, que é voltado para capacitações do meio rural e tem parcerias com os sindicatos rurais e com as usinas”, explica a presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Telma Menezes de Araújo.

A produção de açúcar e álcool emprega mais de 30 mil trabalhadores em Mato Grosso do Sul. Um terço fica na indústria e na administração das fábricas. A maior parte trabalha na área operacional. Depois de sete anos cortando cana manualmente, o pernambucano Eraldo Alves fez um curso de qualificação e hoje ele opera uma colheitadeira avaliada em R$ 800 mil.

“Hoje em dia as coisas melhoraram porque eu trabalho operando uma máquina, com um conforto melhor. É com esse trabalho que eu sustento a minha família”, conta Eraldo.

Mais da metade dos trabalhadores do setor sucroalcooleiro de Mato Grosso do Sul vieram de estados do Nordeste, além de São Paulo, Minas Gerais e do Paraná.

Fonte: TV Morena

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