Perda, segundo Associação de Combate ao Mercado Ilegal, é com impostos.
Evento em Campo Grande na terça discute o combate ao contrabando.
Mato Grosso do Sul perde R$ 14 milhões por ano em impostos com a venda no estado de cigarro contrabandeado. A estimativa é da Associação de Combate ao Mercado Ilegal (Acmi), que indica ainda que as perdas do país com a evasão fiscal do produto que entra ilegalmente chegam a R$ 2 bilhões anuais.
“São consumidos no mercado ilegal um total de 31 bilhões de unidades de cigarros que movimenta R$ 3 bilhões por ano. Estes recursos poderiam ser investidos pelo governo em educação, saúde pública, habitação, ou seja, o ganho social seria melhor”, afirmou o presidente da Acmi, Roberto Alves de Lima.
Conforme Lima, do total de 45% do varejo formal de cigarros, 60% está contaminado com o mercado ilegal. “Em Mato Grosso do Sul, o problema é a fronteira seca e com países como o Paraguai com grande potencial de fábricas de cigarros”, comentou. No Paraguai existem pelo menos 30 fábricas de cigarros.
Segundo o presidente da Acmi, uma pesquisa realizada por uma universidade do Estado do Paraná analisou cinco marcas de cigarros falsificados e constataram em sua composição, resíduos plásticos, restos de metais e insetos. “Foram cigarros apreendidos na fronteira com o Paraguai e mostraram sem condições de higiene”, completou.
Alternativas
Para o presidente da Acmi, existe um longo caminho para combater a concorrência desleal, mas que depende de políticas públicas e parceria dos governos estaduais. “Precisamos fazer ações de repressão e apreensão das mercadorias.
Lima participa na terça-feira (21), do 1º Congresso de Capacitação de Recursos Humanos para Identificação à Concorrência Desleal, Contrabando e Tráfico de Drogas, em Campo Grande. O evento está sendo promovido pela secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Fonte: Tv Morena

