Na maioria do país não neva, e nem há geadas, estes fenômenos acontecem normalmente mais ao sul do país, mas por causa das quedas bruscas de temperaturas muitas pessoas adoecem. Outros já amam esta estação do ano. No hemisfério sul, a estação mais fria do ano tem início com o solstício que ocorre em junho, ao fim do outono. O inverno termina em setembro, e dá-se inicio a primavera.
Caracterizado como a estação com as temperaturas mais baixas, o inverno se entende de 21 de dezembro a 22 de março, no Hemisfério Norte; e de 21 de junho a 23 de setembro no Hemisfério Sul. O inverno tem início com o término do outono e antecede a primavera.
As noites são mais longas que os dias nas regiões onde é inverno, visto que a incidência de raios solares é menor nessa porção da Terra. Durante essa estação do ano, várias espécies de aves migram para outros locais com o intuito de fugir do frio.
Os países localizados na Zona Temperada do Norte (entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico) e na Zona Temperada do Sul (entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico) apresentam as quatro estações bem definidas, com invernos rigorosos, registrando baixas temperaturas.
No Brasil
O Brasil, por apresentar a maior parte do território na Zona Intertropical (próxima à linha do Equador), não possui as quatro estações bem definidas. O inverno é mais rigoroso nos estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Esses locais podem registrar temperaturas negativas, além da ocorrência de neve em determinados pontos.
Vendas aquecidas
O inverno no Brasil começa, e com ele o comércio se anima com a esperança de que as temperaturas caiam bem para aquecer o venda de roupas. O frio mal chegou e as compras de roupas para o inverno já começaram a esquentar. A expectativa dos comerciantes é de que as vendas tenham um aumento de 7 a 12%, em relação ao ano passado.
Inverno no MS
Em Mato Grosso do Sul a estação é marcada pelos baixos volumes de chuva. Segundo a meteorologista do Centro Estadual de Monitoramento do Tempo, Clima e Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS) Cátia Braga, este ano será melhor em relação às chuvas do que o ano passado, “Em 2010, sofremos a interferência do ‘La Nina’, que periodicamente atinge nosso País, causando uma queda no nível de precipitação”.
Segundo o Cemtec/MS, em Campo Grande, as chuvas devem ficar dentro da média, na casa dos 184mm. No ano passado, devido ao fenômeno da La Nina, o índice de precipitação foi abaixo da média, ficando em 157,4mm de Junho à Setembro, sendo que em Agosto não choveu. Na região sudoeste do Estado teremos precipitação abaixo da média e na região Norte a previsão é de chuvas acima da média.
As temperaturas não devem ser tão baixas como as registradas em 2009, quando foram registradas, inclusive, temperaturas abaixo de zero. Segundo a meteorologista do Cemtec/MS Cátia Braga, o inverno na Capital deve ser caracterizado pela chegada de algumas frentes frias que derrubam as temperaturas e com dias quentes, denominados veranicos, quando as manhãs e noites são frias e os dias quentes.
Da redação
Com informações do Correio do estado e do site Brasil Escola
Música
Inverno
Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhoto/Antonio Cícero
No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar
Poesia
Manhã de Inverno
Joaquim Maria Machado de Assis Brasil
1839 // 1908 – Escritor
Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.
Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.
A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.
Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.
Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.
Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.
Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.
Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.
Machado de Assis, in ‘Falenas’
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