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terça-feira, 7 de abril de 2026

Inverno com temperaturas atípicas não prejudica safras e pastagem

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Com o início do inverno, o manejo de safras e pastagens se modifica, pois com temperaturas baixas e tempo seco, o produtor precisa estar atento para não ter prejuízos.

Segundo Adson Martins, engenheiro agrônomo da Planar, empresa de consultoria em lavouras, pecuária e consultoria ambiental de Amambai, as culturas consideradas de inverno são o milho safrinha, o trigo e a aveia e outra opção é a canola, que é uma cultura implantada recentemente para ser utilizada na produção do biodiesel.

Amambai tem cerca de 43 mil hectares de área destinada à agricultura, desse total, quase 15 mil hectares são de lavoura de milho safrinha, e o resto dividi-se entre a aveia, trigo, canola e área sem plantação, chamada de polzil. “Alguns produtores simplesmente não plantam durante o inverno, deixando essas áreas, chamadas de polzil. Mas essa conduta pode gerar problemas, pois onde não há plantação, acaba nascendo plantas daninhas, que requerem um manejo adequado quando o produtor for utilizar a terra”, diz Adson.

Milho

O milho safrinha entra na reta final de desenvolvimento e a colheita começa no mês de julho e segue até setembro. Segundo Adson, o milho teve um bom desenvolvimento, pois o clima colaborou. “Choveu na época certa, e se continuar com essas condições climáticas, intercalando período de estiagem com uma boa quantidade de chuva e sem ocorrência de geadas, a expectativa é de uma boa produtividade, de 80 a 100 sacas por hectare”, explica Adson.

Trigo, Aveia e Canola

O trigo e a aveia também são considerados culturas de inverno, com a diferença que não têm tanta necessidade de chuva para seu crescimento. O período de desenvolvimento vegetativo das plantas vai até setembro. O trigo depende das condições climáticas, sendo que a chuva em excesso é prejudicial ao seu pleno desenvolvimento.

De todo o que é plantado de aveia na região, mais de 80% é utilizado como cobertura do solo, e o restante é comercializado para sementes ou alimentação de animais. A desvantagem da aveia é que seu manejo requer atenção na aplicação de fungicidas, o que encarece a produção, tornando uma cultura não tão rentável.

Já a canola é uma nova opção como cultura de inverno, sendo que sua garantia de comercialização, propiciada pelo mercado do biocombustível, tem dado segurança ao produtor para investir mais. No Mato Grosso do Sul a área semeada aumentou 41%, passando de 2.130 para 3.000 hectares.

Pecuária

Segundo Adson, a falta de chuva atrapalha bastante o manejo do gado na região. “No inverno, a gramínea que é utilizada para pastagem diminui seu metabolismo em quase 90%, e simplesmente não cresce”, explica ele.

Para que não aconteçam perdas acentuadas na produção, o criador precisa investir em alimentação alternativa como feno, forrageira, napiê ou silagem. Outra opção é a redução do número de animais por hectare. “Se o criador tem 200 animais, durante o inverno, para não haver perda, ele pode reduzir para 100 animais”, diz Adson.

Adson explica, porém que neste inverno, com as temperaturas atípicas mantendo-se na casa dos 15° a 20°, o desenvolvimento do pasto utilizado para alimentação do gado não fica tão prejudicado. “Com essas temperaturas mais altas, o pasto diminui apenas 40% no seu crescimento, o que garante alimentação para o gado”, conclui o agrônomo.

A Planar de Amambai é uma empresa que presta consultoria para os produtores rurais, sendo uma das únicas empresas de consultoria que atendem ao Pronaf (Programa de Agricultura Familiar) e conta com um agrônomo e um veterinário. Além de contar com parceria de advogados que dão suporte jurídico aos produtores.

Fernanda Moreira / Da Redação

Com as temperaturas atípicas mantendo-se na casa dos 15° a 20°, o desenvolvimento do pasto utilizado para alimentação do gado não fica tão prejudicado.

O milho safrinha entra na reta final de desenvolvimento e a colheita começa no mês de julho e segue até setembro.

Adson Martins, engenheiro agrônomo da Planar.

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