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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Bienal começa com pedidos de maior integração dos estados no Brasil Central

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12/08/2011 09h12 – Atualizado em 12/08/2011 09h12

Famasul

Promover maior integração dos estados do Centro-Oeste para fortalecer a economia, a agricultura e a pecuária na região central do País. Essa é uma das soluções apontadas pelos representantes dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal para resolver gargalos e entraves que impedem o crescimento do agronegócio no Brasil Central. O assunto esteve em debate na solenidade de abertura da Bienal dos Negócios da Agricultura, que teve início ontem (11), no Centro de Cultura e Eventos da UFG, em Goiânia (GO).

Autoridades dos três estados que compõem o Centro-Oeste e do Distrito Federal marcaram presença no evento. A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, também participou da solenidade. Em seu discurso, a senadora ressaltou a evolução vivenciada no Centro-Oeste brasileiro nas últimas décadas, que passou a responder por 20% das exportações do agronegócio do País. Entretanto, a região é alvo de adversidades que atrapalham seu desenvolvimento. “Apesar de ter maior produtividade por hectare, ainda tem a menor renda por hectare. Isso por causa de problemas de logística e de financiamentos agrícolas”, enfatizou.

A presidente da CNA enumerou ainda que 70% da malha rodoviária do País estão em estado ruim ou péssimo. “É preciso investir 3% do PIB nacional para manter a malha viária. E esse valor é apenas para manter, sem melhorias alguma. Mas o Brasil investe apenas 2% do PIB, quantidade insuficiente para manter as estradas”, reforçou.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, anfitrião da edição deste ano da Bienal, concordou com a senadora que a região precisa avançar em logística e infraestrutura para ganhar em competitividade. Para isso, segundo ele, é preciso reunir as demandas mais importantes da região e levar para discussão. “Além de soluções para a logística, os avanços na política agrícola só serão possíveis com seguro rural eficiente e melhorias de comercialização. São assuntos que interessam não só à região central, mas a todo o Brasil”, destacou.

O governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, disse que pautas sobre o agronegócio regional estão sendo debatidas na esfera federal com maior intensidade. Ele ressaltou o encontro dos governadores que ocorreu no início dessa semana, em Brasília, em que 22 pontos importantes para a região estiveram em discussão. Além disso, o governador Marconi Perillo afirmou que um diagnóstico dos gargalos do segmento agrícola será levantado pelo Fórum da Produção do Brasil Central, que reúne as federações de agricultura, indústria e comércio dos estados do Centro-Oeste. “Esse mapeamento será relevante para que os estados e a região como um todo possam fazer intervenções para melhorar e ampliar a competitividade o Brasil Central nos cenários nacional e internacional”, completou.

Compartilhar experiências

Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria e do Comércio do Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, que representou o governador André Puccinelli (MS), cada estado tem suas particularidades, problemas e experiências que podem ser compartilhadas para fortalecer o agronegócio regional. “Podemos fazer da região Centro-Oeste o mesmo que é feito no Nordeste. Os estados se juntam e conseguem melhorias para a região”, exemplificou.

Para o governador do Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa, a união dos estados poderá ser decisiva para romper barreiras que impedem o crescimento do Brasil Central. “Cada estado tem seu diferencial que pode ser aproveitado para promover essas melhorias”, enfatizou.

Já o secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Distrito Federal, Lúcio Taveira Valadão, representando o governador em exercício Tadeu Filipelli, ressaltou a importância estratégica dos estados do Brasil Central, principalmente do Distrito Federal, que reúne não só o centro político do país, onde as decisões são tomadas, mas também por ser um celeiro agrícola. “Para muitos é surpresa, mas o DF tem 70% de sua área destinada à atividade rural. Além disso, possui aporte tecnológico invejável. Uma maior união das competências de cada federação pode tornar o Centro-Oeste brasileiro uma potência agrícola maior do que é atualmente”, reforçou.

Institucional

A Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central é uma realização das federações da agricultura de Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso, que são entidades representativas do produtor rural. As federações agrupam serviços de aprendizagem e sindicatos e fazem parte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atua no âmbito político nacional e tem representantes nos 26 estados e no Distrito Federal.

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