22.4 C
Dourados
sexta-feira, 31 de julho de 2026

Professores e estudantes denunciam violência contra indígenas

- Publicidade -

22/08/2011 17h40 – Atualizado em 22/08/2011 17h40

Caroline Maldonado / Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi)

Professores, pesquisadores, acadêmicos e lideranças indígenas do Brasil e de outros países da América Latina fizeram moção de repúdio a ação de fazendeiros contra a comunidade indígena de Pyelito Kue-mbarakay, em Iguatemi, Mato Grosso do Sul. Os participantes do IV Seminário Povos Indígenas e Sustentabilidade foram informados no dia 18 de agosto sobre a situação desesperadora pela qual passam mais de uma centena de indígenas que retornaram, há pouco mais de uma semana, ao seu território tradicional.

Os autores da moção denunciam que homens das fazendas, a cavalo e com cães cercaram o grupo que se encontra com fome, sem roupas e abrigo. Um grupo de crianças, mulheres e homens indígenas foram rendidos no dia 18 e liberados sob a condição de não retornarem ou seriam mortos.

Mais de 80 pessoas que assinaram a moção cobram ações imediatas da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Os manifestantes lembram que a função destes órgãos é “defender vidas e direitos humanos e não propriedades usurpadas”.

Em anexo, o documento com assinaturas.

Sobre o Projeto Rede de Saberes

O Projeto Rede de Saberes apoia a permanência de indígenas no ensino superior, atuando com recursos da Fundação Ford, por meio de parceria entre a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul de Aquidauana (UFMS). Porém, acadêmicos de outras universidades do estado também participam dos eventos promovidos pelo Rede de Saberes, que alcança assim mais de 600 indígenas universitários em MS. O Rede de Saberes estimula e orienta a iniciação científica, têm laboratórios de informática, oferece cursos de extensão, monitorias e auxilia na cópia e impressão de material. O coordenador geral é o professor da UCDB, Doutor em História, Antonio Brand.


- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-