02/09/2011 10h26 – Atualizado em 02/09/2011 10h26
Agência Câmara
O senador Walter Pinheiro (PT-BA) disse nesta sexta-feira (2) que considera correta a redução, em meio ponto percentual, da taxa básica de juros.Para o senador, a decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) foi baseada nas necessidades de controle da inflação e de crescimento econômico.
Walter Pinheiro também defendeu o BC das críticas segundo as quais a redução da taxa de juros teria sido decidida após pressões do governo.
“O Banco Central não é um pêndulo que se move a partir dos interesses de quem quer que seja, muito menos por pressão de governo. O Banco Central tem a obrigação, particularmente o Copom, de manter o seu olhar criterioso para esse cenário da economia”.
Segundo Walter Pinheiro, o Banco Central pretende que a queda da taxa de juros seja um estímulo para o crescimento do mercado interno em todos os setores, e tenha impacto também na variação do dólar.
Orçamento
Da mesma forma, segundo o parlamentar, o governo também está atento às necessidades do país, entre elas a de enfrentar a crise internacional sem reduzir a capacidade de investimento, para que o Brasil continue a crescer. Foi com essa visão, disse Walter Pinheiro, que o governo enviou ao Congresso nesta semana o Orçamento para 2012, com a previsão de ajuste nas contas públicas.
Walter Pinheiro concluiu seu discurso afirmando que cabe agora aos parlamentares “limpar o colesterol ruim do Orçamento” para facilitar o crescimento da economia.
“E isso só vai acontecer com corte de gastos” finalizou Walter Pinheiro.
Em aparte, o senado José Pimentel (PT-CE) afirmou que não há justificativa para a manutenção da taxa de juros que o Brasil pratica atualmente. Segundo ele, é preciso reduzir essa taxa em pelo menos mais três pontos percentuais. Já Aloysio Nunes (PSDB-SP) ressaltou que a taxa de juros é “um entrave para o crescimento econômico”.
“Fiquei satisfeito com a decisão do Copom. Está mais que na hora de iniciar uma trajetória de queda na taxa de juros” disse Aloysio Nunes.

