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domingo, 14 de junho de 2026

Shakira vai do rock à dance music no encerramento da quinta noite no Rock in Rio

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01/10/2011 09h43 – Atualizado em 01/10/2011 09h43

Fonte:Folha

Como bem sabem seus fãs, os quadris de Shakira não mentem – e não foi nem preciso chegar ao apoteótico bis de seu show no Rock in Rio, onde “Hips Don’t Lie” apareceu entre uma versão de “País Tropical” (com a participação de Ivete Sangalo, que havia se apresentado mais cedo) e “Waka Waka” (a música oficial da última Copa do Mundo), para se dar conta de que a rebolativa estrela colombiana se garante no palco.

Em pouco menos de duas horas (e cantando 18 músicas), Shakira fez um panorama de sua carreira a partir do álbum “Pies Descalzos” (1996), que a lançou ao estrelato graças a hits como “Estoy Aqui”, que abriu o show no Rio. Passou por sua fase pré-loira, a mais roqueira (com canções como “Te Dejo Madrid”), pela porção cigana de seu repertório (inciada com uma cover acústica de “Nothing Else Matters”, do Metallica) e acabou nas músicas mais dançantes; para mostrar sua versatilidade, cantou em inglês, espanhol e português, tocou violão e gaita, requebrou, deu amostras de dança do ventre e de flamenco, interagiu o tempo todo com seus fãs (falando em bom português, com leve sotaque) e chegou a chamar cinco garotas ao palco para dar-lhes uma aula de remelexo.

“Estou tão feliz de estar aqui nessa terra que eu amo. Eu estou aqui para satisfazê-los, então aproveitem porque, nessa noite, eu sou toda de vocês”, disse. Seu visual, apesar das trocas de figurino, manteve um padrão básico explorando sua imagem sexy _barriga seca sempre à mostra, top, cabelos loiros tingidos de rosa nas pontas, pés descalços.

O show, bem ensaiado e muito profissional, teve momentos animados com músicas como “Whenever, Wherever” (com citação de “Unbelivable”, do EMF), “Ciega, Sordomuda” e “Gypsy”, mas realmente engrenou em sua parte final, quando o gramado virou uma pista de dança com uma sequência de boas canções: o hit “Loca”, a dance “She Wolf”, a roqueira com toques árabes “Ojos Así”; para o bis, Shakira chamou “a minha amiga, a rainha Ivete Sangalo” e, juntas, cantaram a infalível “País Tropical” acompanhadas do coro da plateia (“Eu não te disse que eles iam enlouquecer?”, falou Ivete à colombiana).

Ainda havia fôlego –dela e da plateia– para seus sucessos mais recentes e estrondosos, “Hips Don’t Lie” e “Waka Waka”; nesta, um fã invadiu o palco para abraçá-la, antes de ser retirado pelos seguranças; depois, outros fãs, convidados, se juntaram à coreografia no palco. Uma festa de competência indiscutível para encerrar com ânimo alto uma das discutidas noites “pop” do festival de rock.

Shakira vai do rock à dance music no encerramento da quinta noite no Rock in Rio

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