03/10/2011 10h05 – Atualizado em 03/10/2011 10h05
Brasil 247
A Bovespa abriu o primeiro pregão da semana cumprindo o script do mercado global e cai sem dó. Em poucos minutos de negociação, apresenta queda de 1,4%, com o Índice Bovespa aos 51.649 pontos. As ordens de vendas estão aceleradas e não há rede de proteção, pois as informações de que a Grécia não terá condições de cumprir seu acordo com os órgãos multilaterais de crédito reforça a tese de calote, prejudicando grandes bancos da zona do euro.
PRÉ-ABERTURA – O último trimestre do ano começa sem muitas esperanças de dias melhores para o mercado acionário. Uma informação preocupante veio da Grécia, que admitiu não ter condições de cumprir as promessas do acordo de refinanciamento assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e as autoridades da zona do euro.
Essa desconcertante admissão de fracasso do governo grego tirou do mercado qualquer poder de reação. Com isso, a Bolsa de Tóquio fechou com fortes perdas, embalada pela desvalorização do iene e a redução de recomendações para as líderes do mercado japonês. A queda foi de 1,8%. Pior foi em Hong Kong, que sofreu uma debacle de 4,4% no índice Hang Seng.
A situação continuou complicada na abertura dos mercados europeus. Londres abriu em baixa de 2,3%, enquanto Paris perdia 2,4%. Em Frankfurt, a queda era de 3,6% e, em Madri, a bolsa perdia 2,6%. Não se espera muita coisa do mercado hoje, pois as notícias estão pendendo claramente para o lado negativo.
As informações são de que serão necessários novos ajustes nos termos do acordo entre a Grécia e as autoridades financeiras. Sem isso, o país não receberá novos recursos, o que obrigará a um processo organizado de calote, atingindo principalmente alguns bancos importantes da Alemanha e da França.
Essa situação assusta, pois deverá gerar uma nova ameaça de crise sistêmica na zona do euro, com repercussões fortes no mundo todo. Assim, os investidores fogem dos ativos de risco e buscam opções conservadoras, mas seguras, como aplicações em dólar e em títulos do Tesouro americano.
No Brasil, a tendência deve seguir o comportamento do mercado internacional. Não há boas notícias para operar.

