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terça-feira, 28 de julho de 2026

Reciclagem do lixo é palavra de ordem em presídios do Estado

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11/11/2011 16h50 – Atualizado em 11/11/2011 16h50

Sejusp

Em Ponta Porã, na Unidade Penal “Ricardo Brandão” (UPRB), todo o material – como garrafas pet, latas, papelão, e plástico – também é separado e encaminhado mensalmente para a reciclagem. A mesma ação é desenvolvida na Penitenciária Harry Amorim Costa (Phac), em Dourados.

Na Capital, do Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” – Segurança Máxima – unidade que abriga o maior número de internos no Estado, é encaminhada para a reciclagem uma média de 1,1 mil quilos de materiais por mês, somente entre papéis e plásticos. A iniciativa, conforme a administradora do presídio, Nair Borba, dá ocupação produtiva a seis reeducandos, evitando a ociosidade, e ainda ajuda a manter a limpeza do local. O exemplo é seguido no presídio feminino.

Já no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), cestas específicas de coleta seletiva foram instaladas nos pátios em frente às celas, ficando um reeducando responsável pelo controle em cada solário. Cerca de 30 custodiados contribuem com o procedimento, destes, seis atuam diretamente no “Setor de Reciclagem”, na separação de garrafas, sacolas, papelão, entre outros.

De acordo com o chefe do Setor de Trabalho do IPCG, Adiel Barbosa, o material coletado é recolhido a cada 15 dias por uma empresa recicladora, que fornece os tambores e materiais de trabalho.

Materiais orgânicos

Os materiais orgânicos produzidos nos presídios, provenientes de restos de alimentos, também são aproveitados, por meio de parcerias com suinocultores das cidades onde os estabelecimentos penais estão instalados. Todo material é doado e serve como lavagem para ser servida aos animais.

O criador Juraci da Silva é um dos beneficiados. Ele busca os restos de alimentos três vezes por semana em uma das unidades penais de Campo Grande para alimentar sua pequena criação de porcos, em sua chácara da cidade. “Ajuda bastante a gente e 100% do que pegamos é consumido pelos animais”, informa.

Para o diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira, “encaminhar os descartes para reciclagem, para serem reaproveitados, demonstra a preocupação da instituição, dos diretores de unidades, e de servidores como um todo, em ter uma conduta cidadã, totalmente necessária”.

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